O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nessa terça-feira (22), aos membros da bancada de senadores e deputados do Estado do Amazonas, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, que o Governo Federal estuda medidas para impulsionar o polo de duas rodas, de ar-condicionado split e de fornos micro-ondas da Zona Franca de Manaus (ZFM).

De acordo com o ministro, internamente (referia-se ao seu próprio ministério), as medidas já foram aprovadas e deverão ser anunciadas brevemente. Mantega foi à CAE explicar as últimas medidas do Governo diante da crise financeira mundial, especialmente as mudanças nas regras da poupança contidas na Medida Provisória 567/2012.

Ao falar das medidas tomadas pelo Governo, na última segunda-feira, 21, para estimular o setor automotivo – reduzindo o IPI de 11% para 6,5% e 6% dos carros de 1.000 a 2.000 cilindradas; e de 4% para 1% o imposto para os utilitários – Guido Mantega foi questionado pelo líder do Governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), e pelo deputado federal Pauderney Avelino (DEM-AM), quais as ações para proteger o polo de duas rodas da Zona Franca de Manaus. “O setor de duas rodas, de motocicletas, do Polo Industrial de Manaus, é impactado da mesma forma que o setor automotivo, com relação à questão da escassez de crédito, à aprovação de crédito, e hoje as indústrias de motocicletas já estão com aproximadamente com quatro meses de estoques entre concessionárias e montadoras”, ressaltou Braga.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) entregou ao ministro as reclamações e reivindicações Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). Segundo os empresários do setor, a indústria de motocicletas atravessa momento delicado em virtude do cenário atual de crédito e os primeiros reflexos dessa retração começam a surgir e impactar fortemente o setor.

As empresas informam que têm realizado diminuição nas horas trabalhadas para ajustar os estoques altos; nos contratos de trabalho temporários ou pedidos de demissão voluntária e que não tem havido reposição dos postos de trabalho. Se a situação de vendas não melhorar, os empresários dizem que o quadro ficará ainda mais preocupante. “Para ocorrer uma reversão desse quadro, a alternativa que melhor se aplica, é a liberação de créditos específicos para o financiamento do setor e aumento das vendas”, sugere a direção da Abraciclo.

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