Ação Empresarial debate propostas para o desenvolvimento do Amazonas

Nelson Azevedo junto aos presidentes da ACA, Ataliba David e do Sindicato das Indústrias de Alimentação de Manaus, Carlos Rosas

Documento, com as propostas elaboradas pela indústria, comércio e agricultura, será entregue aos candidatos ao governo do Amazonas

Empresários da indústria, comércio e agricultura vão apresentar aos candidatos a governador propostas consideradas fundamentais para retomada do crescimento econômico e da segurança para a população do Amazonas. Em reunião ontem (31), a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) e o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) consolidaram 11 propostas. A Associação Comercial do Amazonas (ACA) também apresentou cinco propostas. O documento final, que também vai incluir demandas apontadas pela Federação do Comércio do Estado do Amazonas e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas, será entregue neste mês em reunião na FIEAM aos respectivos candidatos.

O 1º vice-presidente da FIEAM, Nelson Azevedo, disse que as propostas, elaboradas pela Ação Empresarial do Amazonas, contribuem para o debate com vistas a soluções para os problemas que afetam, sobretudo, o setor produtivo, como a ausência de infraestrutura, que eleva os custos e reduz a competitividade industrial.

“Somente com a garantia da competitividade poderemos dinamizar a economia do Estado, aumentando a produção, criando novos empregos, expandindo a renda e gerando crescente arrecadação tributária, necessária para transformar a condição social”, disse Azevedo.

As propostas foram relatadas pelo assessor econômico da FIEAM, economista, Gilmar Freitas, para quem a aprovação da prorrogação da política de incentivos fiscais vigentes na Zona Franca de Manaus (ZFM), isoladamente, não é suficiente para transpor as inconformidades estruturais e gerenciais do modelo, nem para interiorizar o crescimento econômico.

“Além da complexidade logística e deficiência de infraestrutura, que oneram intensamente os custos de produção, os problemas político-administrativos vêm prejudicando as atividades produtivas e inviabilizando a implantação de novos empreendimentos, praticamente anulando as vantagens fiscais constitucionalmente garantidas com exclusividade à ZFM”, disse Freitas.

A suspensão de qualquer modificação na Lei 2826/2003, até que seja debatida definitivamente a reforma tributária que tramita no congresso, é levantada pelo economista como essencial para o estimulo e recuperação econômica no Estado. Na proposta de reforma tributária em tramitação na Câmara dos Deputados, segundo ele, não existe qualquer referência a ZFM, e nem qual seria a compensação tributária em substituição às mesmas.

O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ataliba David Antônio Filho, destacou a segurança como um dos itens primordiais em Manaus. “O comércio hoje se ressente bastante do item segurança inclusive com a carga horária diminuída em função do problema”, pontuou ele.