Agressor de Bolsonaro diz em audiência de custódia que se sentia ameaçado pelo candidato

Durante audiência de custódia, o agressor de Bolsonaro, Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos, disse que atacou o candidato à presidência porque se sente ameaçado por seus discursos. Quando questionado sobre o viés da ação, o agressor afirmou que o ataque teve motivações políticas e religiosas.

“As duas coisas, entendeu? Porque eu, como milhões de pessoas, pelos discursos da pessoa referida, me sinto ameaçado literalmente, entendeu? Me sinto ameaçado como tantos milhões de pessoas pelos discursos que o cidadão tem feito. Aquela certeza de que, cedo ou tarde, ele vai cumprir aquilo que está prometendo tão veementemente pelo país todo contra pessoas como eu exatamente”.

No depoimento, Adélio disse que o objetivo da ação era “dar uma resposta, um susto” no candidato.

“O incidente, o imprevisto que terminou, digamos assim, de forma problemática. Discordâncias em certos pontos, em diferentes pontos. Seguimos assim. Não saberia nem expressar, mas o fato ocorreu, entendeu? Houve um ferimento, correto? Embora pretendíamos pelo menos dar uma resposta, um susto, alguma coisa dessa natureza, entendeu? E houve, aconteceu.”

Ele também disse que já tomou diferentes tipos de remédios controlados, mas no momento não estava tomando nenhum regularmente. Adélio Bispo de Oliveira esfaqueou Jair Bolsonaro na última quinta-feira (6). O presidenciável estava em um ato de campanha na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, quando foi golpeado no abdômen.

Segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira, Bolsonaro está em condições clínicas estáveis e se recupera no hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Reportagem Geovanna Gravia