Ai meu coração! Emoção causada pelos jogos do Brasil exige atenção de pessoas que sofrem com problemas cardíacos

São Paulo, julho de 2018 – O Brasil está nas quartas de final da principal competição de futebol do mundo e todos sabem o quanto isso nos deixa animados e confiantes. Segundo o Dr. Páblius Braga, médico do Esporte do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, a chance de um possível hexa cria expectativas e é natural que o torcedor fique mais ansioso. Esta sensação é até saudável, pois mostra que o metabolismo está funcionando bem, porém, para quem tem problemas cardíacos, é preciso ter atenção.

Há um consenso popular de que o aumento da frequência cardíaca (FC) – número de vezes que o coração bate por minuto – é um sinal alarmante, mas nem sempre é assim. O esforço de torcer – gritar e pular – aliado à ansiedade criada nesse momento de emoção, impacta o coração. “Por isso, é comum que os batimentos aumentem e vale reforçar que o campeonato mundial não causa infartos”, brinca o Dr. Braga.

Porém, para quem tem doenças ligadas ao coração, como pressão arterial elevada e arritmia cardíaca, por exemplo, esse tipo de situação exige uma atenção redobrada. “Esses momentos de muita alegria, mais carregados de apreensão, podem ser um gatilho para desencadear um problema em quem já tem uma doença cardiovascular ou quando há uma predisposição genética”, informa o médico.

Mas calma! Está liberado ver os jogos da seleção brasileira, porém é importante que o paciente e/ou familiar monitore o coração e respeite o corpo. Ao menor sinal de anormalidade, é preciso não pensar duas vezes e chamar socorro médico.

Sobre o Hospital 9 de Julho: fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital 9 de Julho tornou-se referência em medicina de alta complexidade com destaque para as áreas de Neurologia, Oncologia, Onco-hematologia, Gastroenterologia, Ortopedia, Urologia e Trauma. Possui um Centro de Medicina Especializa cda com atendimento em mais de 50 especialidades e 13 Centros de Referência: Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional; Rim e Diabetes; Cálculo Renal; Cardiologia; Oncologia; Gastroenterologia; Controle de Peso, Infusão, Medicina do Exercício e do Esporte; Reabilitação; Clínica da Mulher; Longevidade e de Doenças Inflamatórias Intestinais (CDII). Com cerca de 2,5 mil colaboradores e quatro mil médicos cadastrados, o complexo hospitalar possui 410 leitos, sendo 91 leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico com capacidade para até 22 cirurgias simultâneas, inclusive com duas salas híbridas (com equipamento de Hemodinâmica e Ressonância Magnética) e duas para robótica.