Alckmin considera que eleições estão indefinidas e quer agências de fiscalização despartidarizadas

O pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin participou da sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI. Em coletiva concedida após falar a empresários e representantes da indústria, Alckmin foi questionado por jornalistas sobre seus planos e estratégias para as eleições deste ano.

O tucano falou sobre o setor energético e como pretende investir na área.

“Primeiro: nós precisamos trazer investimento para o setor de energia. Privatização com um bom modelo, discutido com a sociedade e com o parlamento. Com a privatização, com um bom marco regulatório e agências de fiscalização despartidarizadas, você traz ganhos de eficiência e você traz, de outro lado, também, investimentos. Livre mercado, possibilitar acesso maior ao livre mercado. Integrar o que hoje está muito fragmentado, temos várias áreas da energia, distribuição, transmissão, geração. Estimular as energias renováveis, com um potencial enorme de energia eólica, energia solar”.

Alckmin também falou sobre as pesquisas atuais e as chances de chegar à presidência. Para ele, o cenário no atual momento irá sofrer alterações até outubro, mês das eleições.

“Hoje ainda não tem campanha. Ninguém pode fazer campanha, pedir voto, a gente não sabe ainda, o povo brasileiro não sabe quem são os candidatos, quem não é candidato, qual é a aliança, o que que defende, quais as suas propostas, o que você tem é um grande recall de quem está mais tempo fazendo a sua divulgação. Os temas da campanha vão começar depois das convenções, que agora foram postergadas. Na semana passada, na lei anterior, teria acabado tudo. Todas as convenções feitas, quem tem candidato tem, quem não tem não tem. Vice, aliança, tudo definido. Agora não, vai até cinco de agosto. Então a gente tem que se adaptar à nova regra, campanha mais curta, não é ruim não, isso é até bom a campanha mais curta”.

O tucano também falou sobre as alianças com outros partidos para a eleição deste ano. Segundo Alckmin, o PSDB não tentou nenhuma proximidade com o Democratas, em respeito ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

“Nós, até agora, nem fizemos movimento em relação ao Democrata, em respeito ao Rodrigo Maia, que é o nome lembrado como pré-candidato, então nós ficamos à distância, não fizemos ações maiores, nenhuma abordagem respeitando a posição do partido Democratas, o DEM. À medida que o DEM não tem candidato, definiu que não vai ter. Bom, então se não tiver candidato, nós queremos estar juntos. Por que que acredito que a possibilidade é boa? Essa é uma definição que não é minha, se fosse minha já estava resolvido. É de outro partido, que precisa ser respeitada, porque nós temos boas alianças em muitos estados. Em muitos estados nós estamos juntos, temos uma visão de programa de governo, de propostas muito próximas, que é importante. Acreditamos em valores, em medidas necessárias ao país também próximas”.

A sabatina da CNI marca o primeiro encontro entre os pré-candidatos à Presidência da República e representantes de setor econômico do país. Além de Geraldo Alckmin, do PSDB, participaram do encontro Marina Silva, da Rede Sustentabilidade; Álvaro Dias, do Podemos; Ciro Gomes, do PDT; Henrique Meirelles, do MDB, e Jair Bolsonaro, do PSL.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes