Alckmin sobre prisão de tucanos: “Não passo a mão na cabeça de ninguém”

O candidato ao Planalto pelo PSDB, Geraldo Alckmin, disse que “não passa a mão na cabeça de ninguém”. A declaração foi dada pelo tucano, nesta quinta-feira (13), durante sabatina realizada pelo jornal O Globo, Valor Econômico e revista Época, ao ser questionado sobre as últimas ações da Polícia Federal contra o ex-governador do Paraná, Beto Richa, e o atual governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja.

O tucano ainda afirmou que ficou surpreso sobre as denúncias contra caciques de seu partido e disse que eles precisam se explicar.

Perguntando sobre como fará para zerar o déficit primário, que deve ser de aproximadamente R$ 139 bilhões em 2019, Alckmin relatou que vai cortar os gastos e realizar reformas, principalmente da Previdência e Tributária.

“Você tem quatro reformas importantes que precisam ser feitas no início do governo. Quem for eleito vai ter quase 55 milhões de votos, eu quero fazer um governo reformista, com mudanças constitucionais e isso tem que ser feito no início de governo, nos primeiros seis meses, e dá pra tocar as quatro reformas ao mesmo tempo”.

Sobre a reforma política, Geraldo Alckmin defendeu a mudança para o voto distrital e citou que é importante diminuir o número de partidos que existem hoje.

Alckmin também garantiu que, se eleito, vai manter a vinculação do salário mínimo ao piso das aposentadorias do INSS. E completou dizendo que o salário mínimo, em seu governo, será reajustado acima da inflação.

Sobre o desempenho eleitoral fora do esperado por conta da sua ampla aliança, o candidato do PSDB disse que a eleição está aberta e que os eleitores só vão se definir na última semana de campanha.

Reportagem, Juliana Gonçalves

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