Álvaro Dias promete corte de 10% das despesas do governo federal

O candidato do Podemos à presidência da República, Álvaro Dias, pretende cortar os gastos do governo federal em 10%, caso seja eleito nas eleições de outubro. Para 2020, viria o ajuste estrutural, em todos os setores do governo. A proposta foi apresentada durante sabatina com os presidenciáveis na Câmara Brasileira da Indústria de Construção, nesta segunda-feira (6), em Brasília.

O atual senador acredita que 15 ministérios são suficientes, e quer reduzir o número de deputados, senadores e vereadores. Álvaro Dias definiu a medida como uma “refundação da República”, e defendeu um Estado que combata privilégios e dê ao governo legitimidade necessária para propor uma reforma da Previdência.

Segundo ele, essa mudança “tem de começar pela transparência total”, deixando claro aos brasileiros o que ocorreu com o sistema previdenciário. Dias também se mostrou a favor da reforma tributária e prometeu não aumentar nenhum imposto.

Perguntado sobre a velha prática política de troca de ministérios por apoio no Congresso, Álvaro Dias afirmou que pretende acabar com o presidencialismo de coalizão.

“Nós não faremos um governo de base aliada. Não aceitaremos esse conluio (acordo) partidário. Nós vamos derrubar esse balcão de negócios. Esse presidencialismo de coalizão ampliada se esgotou. O que nós vamos realizar é um governo suprapartidário. Nós vamos pregar um pacto nacional pela governabilidade. O que fizeram até hoje foi rimar governabilidade com promiscuidade. Nós vamos rimar governabilidade com respeitabilidade, com a sustentação popular”.

O presidenciável ainda criticou a aliança de Geraldo Alckmin com o Centrão. Segundo ele, a parceria tem como objetivo a manutenção do atual sistema político. Dias, inclusive, já foi membro do PSDB.

Álvaro Dias terá como vice na corrida presidencial o economista Paulo Rabello de Castro, que era pré-candidato do PSC à presidência da República. O Podemos também fechou aliança com o PRP, do general Augusto Heleno, que chegou a ser cotado como vice de Jair Bolsonaro (PSL).

Com a colaboração de Thiago Marcolini, reportagem Marquezan Araújo