Amazonas tinha até 2010, mais de 130 mil pessoas morando em áreas com risco

O IBGE lançou, hoje, a publicação População em áreas de risco no Brasil, em cooperação com Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN). Em 2010, a população em áreas de risco nos 51 municípios amazonense monitorados pelo CEMADEN chegava a 132.558 habitantes, que viviam em 30.000 domicílios particulares permanentes. Consequentemente, o estado apresentou o maior número de população residente exposta nas 1.156 áreas de risco.

No Estado do Amazonas destacaram-se a capital Manaus com a maior quantidade de moradores em áreas de riscos (55 851 moradores, 3,1% do total do município), e o Município de Boca do Acre com 11 289 habitantes (36,8% da população total do município). Parintins (5.152 moradores), Codajás (5.030 moradores) e Tefé (4.679 moradores) completam a lista dos 5 municípios amazonenses com a maior quantidade de moradores em áreas de riscos.

No Amazonas, das pessoas que moravam em áreas de risco: 26,8% com rendimento domiciliar per capita de 1/4 a 1/2 salário mínimo; 26,0% com rendimento domiciliar per capita de 1/2 a 1 salário mínimo; 24,1% com rendimento domiciliar per capita de até 1/4 de salário mínimo; 11,7% com rendimento domiciliar per capita de 1 a 2 salários mínimos; 6,6% não tinham rendimentos; 2,6% com rendimento domiciliar per capita de 2 a 3 salários mínimos;1,4% com rendimento domiciliar per capita de 3 a 5 salários mínimos e 0,9% com rendimento domiciliar per capita acima de 5 salários mínimos.

Dos 708 mil domicílios do Estado, 30 mil estavam em áreas de risco. Para o total de domicílios, o percentual esgotamento sanitário inadequado alcançou 49,2%. Já para os domicílios localizados em áreas de risco, esse percentual alcançou 66,35%.

Comparando com outros Estados

Na Região Norte, o Estado do Acre foi o que apresentou a maior porcentagem – 11,6% (53 831 habitantes) – de população exposta e vivendo em áreas de risco dos municípios monitorados (7). Este percentual reflete que nos municípios analisados neste estado há a maior concentração de população exposta da Região Norte.

Entretanto, os estados do Amazonas e Pará contemplam um maior número de municípios analisados e número total de população em risco (51 e 39 municípios; 132 558 habitantes (4,2%) e 105 730 habitantes (2,9%), respectivamente). Em números absolutos, o Estado do Amazonas apresenta maior número de população residente exposta em áreas de risco.

Ressalta-se que Roraima e Tocantins caracterizam-se pelo menor quantitativo de população residente exposta em áreas de risco na região, com 4 482 (1,58%) e 9 129 (4,03%) habitantes, respectivamente.

No Estado do Amazonas destacaram-se a capital Manaus com a maior quantidade de moradores em áreas de riscos (55 851 moradores, 3,1% do total do município), e o Município de Boca do Acre com 11 289 habitantes (36,8% da população total do município).

No Estado do Acre, a capital Rio Branco com 33 767 moradores (10,1% da população total do município) e o Município de Tarauacá com 12 160 moradores (34,1% da população total do município) apresentaram os dois maiores contingentes populacionais em áreas de risco. No Pará, os Municípios de Marabá e Altamira possuíam 22 578 moradores (9,7% da população total do município) e 13 129 moradores (13,3% da população total do município) em áreas de risco respectivamente.

No Estado do Amapá, o Município de Santana foi o que sobressaiu com 20 239 moradores em risco (20,0% da população total do município). Em Rondônia os
Municípios de Porto Velho com 5 393 (1,2% da população total do município) e de Pimenta Bueno com 5 026 (14,8% da população total do município) os dois com maiores populações em risco.

No Estado do Tocantins destacou-se o Município de Araguaína com 8 758 moradores (5,8% da população total do município) em áreas de risco. Já em Roraima a capital Boa Vista se destacou com 4 482 moradores (1,6% a população total do município) em áreas de risco.

Analisando a distribuição da população em áreas de risco segundo o destino do lixo, destacaram-se, na Região Norte, os estados do Pará (20,6%) e do Amazonas (15,1%); no Nordeste, os estados do Maranhão (26,1%) e do Piauí
(15,6%); no Centro-Oeste, o Estado de Mato Grosso (4,6%); enquanto nas regiões Sudeste e Sul, todos os estados apresentaram valores inferiores a 3,0%, ressaltando os estados de São Paulo, com 0,6% e do Paraná, com 2,7%.