Balcão de Agronegócios movimenta mais de R$ 2,5 milhões com venda de produtos regionais este ano no Amazonas

Volume negociado por meio do programa, executado pela Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas, cresceu 55,63%

O Balcão de Agronegócios da Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (ADS), vinculada à Secretaria de Estado da Produção Rural do Amazonas (Sepror) movimentou, de janeiro a julho de 2018, R$ 2.563.379,20 em produtos agrícolas. O valor é 55,63% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando a movimentação foi de R$ 1.647.026,50. A diferença ultrapassa a casa dos R$ 900 mil e impulsiona o setor primário do Estado.

Em sete meses o programa beneficiou 4.500 famílias de produtores rurais, auxiliando na comercialização de quase duas toneladas de produtos como carne bovina, frutas, legumes e peixes. Ao todo, foram comercializados 1.983.017 kg, enquanto o mesmo período de 2017 registrou 282.714 kg, representando um aumento de mais de 600%.

“Nós tivemos um aumento de mais de 50% nas vendas de produtos comercializados. São produtos produzidos no estado e comercializados ainda dentro do estado. Já estamos com projeto de começar a exportar para outros estados também e, com isso, a gente vai ampliar mais ainda o Balcão de Agronegócios”, informou Túlio Kniphoff, presidente da ADS.

Capital e interior – Entre janeiro e julho de 2018, o Balcão de Agronegócios beneficiou produtores dos municípios de Autazes, Beruri, Caapiranga, Careiro da Várzea, Humaitá, Iranduba, Itacoatiara, Japurá, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Nova Olinda do Norte, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Tonantins, além da capital, Manaus.

Uma dessas famílias é a do agricultor Dorivan dos Santos Ferreira, do município de Iranduba, que comercializa hortaliças. “Hoje o produtor, se ele tiver um excesso de produção, ele pode recorrer ao balcão, que viabiliza preços bons para escoar a produção. Antigamente a gente chegava a jogar fora, agora não tem mais como, porque além das feiras para vender seu produto direto para o consumidor, você tem também o Balcão de Agronegócios que é o braço direito do produtor rural hoje”, considerou.

Por meio do cultivo de itens como couve, coentro, cebolinha, chicória, rúcula, salsa e maxixe, Dorivan garante o sustento da família. Ele conta que apesar de intenso, o trabalho é prazeroso. “Todo dia acordar cedo, cuidar da lavoura, cuidar da horta. Às 4h a gente já está na ativa, colhendo, plantando, fazendo o melhor possível para trazer um produto de qualidade para a mesa do consumidor”, orgulha-se.

Organização – O programa foi criado com o objetivo de facilitar a negociação entre o produtor rural/extrativista (produtores individuais, famílias, associações e cooperativas) e os consumidores, sejam eles públicos ou privados, tornando a comercialização mais segura.

“O grande entrave para os produtores é a figura do ‘atravessador’. Aquela pessoa que vai direto na propriedade, compra o material a um preço irrisório e vende no mercado a um preço muito mais elevado. A ADS tem a equipe que vai ao local, verifica o potencial de cada produtor e faz a ponte com redes de supermercados, com redes de restaurantes, com cozinhas industriais do Distrito (Industrial). Depois ela sai de cena e acompanha, quem faz a venda é o produtor”, explicou o presidente.

Padrão de qualidade – O Balcão de Agronegócios conta com uma rede de parceiros formada por supermercados, restaurantes, empresas e associações do gênero alimentício, que recebem os produtos após vistoria realizada por funcionários da gerência de Regularização de Produtos da ADS.

Os produtos comercializados são abacaxi, abóbora, abobrinha, açaí, banana (variedades), cará, carne bovina, cebolinha, cheiro verde, coco, couve, jerimum, laranja, limão, maracujá, melancia, tangerina pescados e polpas.

Reestruturação – Em 2018, o programa passou a possuir técnicos exclusivos para a comercialização entre produtores e compradores. Além do investimento em pessoal capacitado, foram adquiridos novos computadores e telefones. O trabalho inclui deslocamento dos técnicos aos municípios do interior, para prestar o apoio necessário aos produtores rurais e extrativistas.