Brasil precisa restaurar papel de liderança entre os países da América do Sul, defende Ciro Gomes

(Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil)
Pré-candidato à presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes afirmou nesta terça-feira (26) que vai, caso eleito, restaurar a relação de confiança com os países vizinhos, restituindo o papel de liderança do Brasil que, segundo ele, foi deixado de lado nos últimos anos.
“O meu primeiro passo é restaurar a confiança dos (países) vizinhos. O Brasil, quando a Venezuela estava bem há três, quatro anos, tirou US$ 5 bilhões de superávit da balança comercial a nosso favor. Isso representa que a Venezuela financiava no Brasil 100 mil empregos, quase todos industriais. Nós vamos tratar um país desse como inimigo por causa das confusões internas deles? Claro que não devemos alisar ninguém, mas o nosso papel lá é mediar esse conflito”.
O assunto foi tratado pelo presidenciável durante evento com empreendedores, em Caucaia, no Ceará. De acordo com Ciro, ao não se posicionar como mediador de conflitos, o Brasil abriu espaço para que outros países assumissem esse papel, como por exemplo, a Colômbia, que foi convidada pelos Estados Unidos para fazer parte Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
“Isso viola uma tradição mais do que centenária, bicentenária. E nós estamos fazendo essa besteira, porque se o Brasil entra com o peso natural de ser líder da região para mediar esse conflito e desarmar essa bomba que vai derivar numa guerra civil, não há razão nenhuma para Colômbia entrar nessa”.
O presidenciável disse ainda que o Brasil “pode e deve celebrar uma nova relação com os americanos”. Mas para isso, é preciso se “impor, apresentar projeto”, uma vez que os americanos só respeitam este tipo de postura.
Reportagem, João Paulo Machado