Campanha de imunização direcionada a bebês prematuros e crianças com cardiopatia ou doença pulmonar é encerrada

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) realiza nesta sexta-feira (17/08), às 14h, na Maternidade Ana Braga, o encerramento da campanha de imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR). A imunização, indicada para bebês prematuros e crianças de até dois anos com cardiopatia congênita ou doença pulmonar crônica, é feita com aplicação de Palivizumabe. O medicamento, de alto custo e disponibilizado pelo Governo do Amazonas, protege contra infecções respiratórias graves, como bronquiolite e pneumonia.

O evento acontecerá no auditório da maternidade, localizada na Alameda Cosme Ferreira, bairro São José, zona leste de Manaus. Na campanha deste ano, 329 crianças receberam a medicação, no Amazonas, de acordo com o secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato. No evento, além da apresentação final do Ciclo 2018 de aplicação do Palivizumabe, também será apresentada a “Agenda de 2019”, que prevê a ampliação do programa, disse ele.

Segundo a coordenadora do Programa Palivizumabe, na Susam, Tatiana Carranza, o medicamento é de alto custo – uma ampola custa em média R$ 3,7 mil, sendo que cada bebê recebe até cinco doses, uma aplicação a cada 30 dias. O medicamento é administrado de forma gratuita, no Estado, com o apoio do Ministério da Saúde (MS). As doses são aplicadas, conforme ela, entre os meses de janeiro e junho, período de chuva na região, clima favorável à circulação do vírus. “O VSR não é o mais comum, nas infecções da primeira infância, mas é, sem dúvida, o que causa um dano maior aos bebês dos grupos de risco – prematuros (com até 29 semanas), crianças com cardiopatia congênita ou com doença pulmonar crônica”, afirmou.

Tatiana explica que estes três grupos de risco são severamente comprometidos quando não estão protegidos com o anticorpo do Palivizumabe e se infectam com o VSR. Ela ressalta que, do total de bebês imunizados na campanha deste ano, 90% seriam infectados pelo vírus e internados com quadro grave, se não estivessem protegidos pelo Palivizumabe, o que representa 296, das 329 crianças. “E não é só isso. Cerca de 30% desses 296 bebês seriam internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), podendo ser intubados e colocados em ventilação mecânica. Isso mostra, portanto, o quanto esse programa é importante”, disse.

Dos 329 bebês imunizados, 219 foram atendidos no polo de aplicação da Maternidade Ana Braga, 62 na Maternidade Balbina Mestrinho, 24 no Instituto da Mulher Dona Lindu e 24 na Maternidade Moura Tapajóz. Tatiana disse que o uso do medicamento é otimizado, porque uma ampola pode imunizar mais de uma criança. O volume da dose depende do peso da criança. “Os prematuros recebem a medicação até 1 ano de vida. Cardiopatas e doentes pulmonares crônicos até 2 anos de idade”, frisou.

Ampliação – Tatiana Carranza adianta que, no próximo ano, deve ser inaugurado mais um polo de aplicação do medicamento. A previsão é que o 5º polo seja exclusivo para receber os bebês cardiopatas que são atendidos no ambulatório do Hospital Universitário Francisca Mendes. “Como não há um polo na unidade, essas famílias precisam se deslocar até a Maternidade Ana Braga, para que os bebês recebam a medicação. Logo, implantar um polo no Francisca Mendes vai facilitar a vida das mães e dos filhos. Eles poderão ir à consulta e receber o medicamento no mesmo local”, apontou.

FOTO: ARQUIVO/SECOM