Case do Tribunal de Contas da União é apresentado em encontro de Gestão de Pessoas no TCE-AM

No 2º dia do 8º Encontro Técnico de Gestão de Pessoas dos Tribunais de Contas do Brasil, nesta sexta-feira (17), foi apresentado aos 200 servidores presentes do evento o case “Dimensionamento da Força de Trabalho”, experiência do Tribunal de Contas da União (TCU). O responsável pela explanação foi o secretário de Gestão de Pessoas do TCU, Fernando Luís Souza da Eira.

Em onze painéis, foram que abordados todas as fases do dimensionamento realizado pelo TCU para melhorar a produtividade, em resposta à demanda da presidência do Tribunal de Contas da União, em 2016.

Aos presentes, o secretário de Gestão de Pessoas do TCU, Fernando Eira argumentou que o objetivo do case era fazer uma fotografia da força de trabalho do TCU, em 2016, no intuito de alocar os servidores, setorialmente, de forma racional e de modo a proporcionar ganhos efetivos de produtividade.

No escopo do trabalho desenvolvido não foram incluídos os serviços de apoio. A empresa contratada para realizar o trabalho foi a Elo Group Desenvolvimento e Consultoria Ltda., pelo valor de R$ 519 mil (contrato nº 20/2016-TCU)

Para obtenção das informações foram aplicados testes por meio de entrevistas com os secretários e especialistas das áreas. Assim, foram avaliadas as competências individuais, além do fato de observarem apenas o critério quantitativo e não consideraram o critério qualitativo, por meio dos métodos matricial e de custeio.

Os resultados com informações significativas

O resultado da aplicação dos testes concluiu que o TCU possuía 20% dos servidores da área finalística e estava com excedente de 3,6% de servidores alocados naquela área, enquanto que a área meio, que possuía 33% de seus servidores, apresentava um excedente de pessoal de 17%. Ainda assim, não possuía a qualidade de serviços necessárias ao bom desempenho das atividades. A empresa contratada indicou a necessidade de contratar novos profissionais.

No entanto, a LRF limitou as contratações e em 2017, a emenda Constitucional 95 estabeleceu, entre outras questões, que só se poderia utilizar o valor que havia gasto no ano anterior com a devida correção da inflação. Isso, porém, limitou novas contratações (via concurso público).

A atual gestão da presidência do TCU estabeleceu que seria necessário trabalhar mais com menos recursos. A partir daí passou a utilizar fundos de contingências nos quadros de lotação, estabelecendo as melhorias nos processos de trabalho com estudos voltados para o desenvolvimento de novos produtos e serviços ligados às melhorias dos produtos já prestados à sociedade.

Uma perspectiva de futuro vislumbrada pela gestão do TCU é que o país volte a crescer economicamente e o orçamento possa ser revisto e, assim, possibilitar a flexibilização da Emenda Constitucional 95 possa realizar novos contratos de servidores.

Texto: Dorrie Omena|Foto: Nataly David