Chico Preto alerta para venda de ações da Cigás por valor abaixo do lançado em 2011

Em pronunciamento da tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta terça-feira (2), o deputado estadual Chico Preto (PMN) falou sobre uma possível venda de ações pertencentes ao Estado dentro da Companhia de Gás do Estado do Amazonas (Cigás) por R$ 130 milhões que serão usados para a construção da Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

De acordo com o parlamentar, em 2011, a Aleam recebeu um projeto oriundo do Poder Executivo, pedindo a autorização do Legislativo para que o Governo do Estado pudesse proceder estudos para a venda das ações parcial ou total que pertencem ao governo amazonense: “São 17% de ações do capital financeiro no valor de R$ 250 milhões”, afirmou.

Chico Preto relatou que em reunião com o presidente da Cigás, Lino Chíxaro, foi definido que o valor arbitrado, em função do valor de mercado da empresa, poderia auferir ao governo até R$ 250 milhões com a venda dos 17% das ações. “Houve reuniões com os deputados dessa Casa com discussões em torno da questão, que vejo, hoje, que não foram suficientes, com intervenções de alguns deputados, mas que ao final desse processo foi aprovada a Lei 3.690 ( que autoriza o governo a desestatizar a Cigás, devendo esse capital ser utilizado na construção da Cidade Universitária)”, observou.

O parlamentar disse que é fato que o Governo do Estado não vendeu a Cigás nem em 2014 e nem nos anos anteriores. “Acontece que nesse ínterim de quase três anos de autorização da venda, até o presente momento, notícias dão conta de que hoje o valor de mercado da Cigás já seria outro bem menor que o apresentado anteriormente, de R$ 250 milhões, mas sim o valor de R$ 130 milhões, algo que inexoravelmente chama a atenção de todos”, disse.

Chico Preto defendeu que o fato seja esclarecido com urgência, “pois um patrimônio que há três anos valia R$ 250 milhões e que no Plano Plurianual da conta de que o governo, entre 2012 a 2015, investirá cerca de R$ 200 milhões na Cigás, não sendo concebível sua venda por R$ 130 milhões. Além desse investimento, esse patrimônio já tinha um valor de partida de R$ 200 milhões. São informações discrepantes entre si, além do fato de ser uma diferença de valores em torno de R$ 70 milhões que devem ser bem justificados para que se possa entender essa diferença de valores para menos”, destacou Chico Preto.