Como cuidar da segurança de crianças pequenas e evitar acidentes domésticos

Estar em casa é muito gostoso. Ainda mais para as crianças que amam explorar cada cantinho. Apesar disso, não podemos descartar alguns perigos, principalmente para crianças entre nove meses e quatro anos de idade. Nessa faixa etária elas estão sujeitas a asfixia por obstrução de vias aéreas, intoxicação por produtos químicos, queimaduras e afogamentos. Por isso, a atenção deve ser redobrada 24 horas por dia. E a Juliana Cesário sabe bem desses riscos pois é mãe de três crianças: a Rebeca de 4 anos, o Neto de 2 e a Ester de 9 meses. E a Juliana, claro, tem estratégias bem definidas para garantir a segurança de todos.

“Não ter muitos enfeites dentro de casa. Porque criança, não tem jeito, corre pra todo lado. Então não pode ter muito enfeite, não pode ter brinquedo muito pequeno porque a criança vai engolir. Como eu tenho crianças de idades diferentes, os brinquedos das crianças maiores ficam separados das crianças menores. Produtos químicos – de limpeza e higiene, essas coisas assim – ficam em lugares mais altos, no armário trancado. Querendo ou não a gente precisa ter essas medidas porque criança gosta de explorar tudo, né?”.

O pediatra intensivista – ou seja, aquele que cuida de emergências com crianças – Eder Oliveira, explica que as preocupações da Juliana e de outras mamães não são em vão, já que um simples detalhe pode ser letal para os pequenos.

“Uma das coisas seria asfixia por pequenos objetos. Coisas pequenas, brinquedos pequenos – às vezes pedaço de presilha da mãe…Tudo o que é pequeno a família tem que estar atenta para tirar tudo do alcance da criança. Outra coisa [perigo] seria intoxicação. Remédio, material de limpeza e veneno, tudo tem que estar trancado de preferência num lugar alto, e trancado; de forma que ela não tenha nenhum acesso. Intoxicação por esses produtos são potencialmente fatais. Então a família tem que estar atenta, a casa tem que ser um radar ligado 24 horas por dia”.

Em caso de emergência, não espere! Ligue para o Corpo de Bombeiros pelo número 193 ou para Samu pelo número 192.

Reportagem, Aline do Valle.