Como fazer negócios em um espaço de trabalho compartilhado

*Patricia Daue

O formato de trabalho no Brasil e no mundo está evoluindo… E com isso os escritórios. Muitas empresas já partiram para espaços compartilhados e novas configurações surgem todos os dias para atender à demanda de flexibilidade e horizontalidade das empresas.

Quais as vantagens de optar pelo compartilhamento e não por um escritório particular?

Sediada em um coworking nos Jardins, em São Paulo, a TopperMinds, uma das mais reconhecidas consultorias de e-business do país, decidiu ir além. Percebeu por um lado uma demanda crescente de seus clientes por soluções mais completas e integradas. Por outro, a oportunidade de se conectar com as empresas existentes dentro do mesmo espaço para gerar propostas de maior valor agregado. Assim nasceu a ideia de uma rede colaborativa de empresas de marketing, inovação e tecnologia.

Apoiada em sua expertise de construção de negócios digitais em ambientes complexos, a TopperMinds atende como uma boutique consultiva a empresas de médio e grande porte, no Brasil e exterior. Com base em seu relacionamento direto com o nível estratégico do business, visão ampla das necessidades de cada negócio – para poder identificar de forma precisa as melhores soluções para tração comercial e aceleração de resultados, a estruturação resulta em ampla rede de parceiros especializados.

Desta forma, a consultoria acaba atuando como principal motor de fomento da rede, contando com profissionais de nível sênior em diversas áreas de conhecimento que são os grandes selecionadores de especialistas complementares e, portanto, geradores de conexões e vínculos entre as empresas que integram a rede de parceiros.

A força da rede já alavancou alguns milhões de reais em resultados no seu primeiro ano de vida e espera muito mais para o segundo ano, através da seleção meticulosa de novos parceiros complementares, que fortalecem a oferta e enriquece o portfólio de serviços oferecidos.

Como compor esse mix? Cada parceiro é avaliado em quatro critérios:

– atuação complementar – a fim de evitar concorrência entre os membros, a rede se propõe a manter apenas uma empresa de cada perfil técnico;

– sinergia estratégica – o objetivo é gerar negócios e soluções conjuntas de marketing, inovação, tecnologia e performance;

– alinhamento cultural – a proposta de valor do grupo é entregar inovação disruptiva, os integrantes da rede precisam ter DNA criativo para a geração de soluções;

– excelência técnica – a comunidade parceira tem como objetivo a elevação da reputação cruzada de todo o grupo e desta forma prima pelo alto padrão dos níveis de serviço.

O segredo das boas parcerias é foco no cliente, competências complementares e oportunidades de networking que os coworkings têm possibilitado nessa nova relação da economia compartilhada.

*Patricia Daue é Head de Marketing da Consultoria de e-Business TopperMinds e do coworking 242 Neural net&work – http://www.topperminds.com/ e http://www.coworkingnojardins.com.br