Como manter uma alimentação equilibrada durante as festas julinas?

Nutricionista do Hospital 9 de Julho explica como encontrar alternativas mais saudáveis durante as festas típicas dessa época do ano

São Paulo, Junho de 2018 – Com a chegada das festas juninas/julinas, voltam a “circular”os tentadores pratos típicos da época como canjica, arroz doce e bolos que, se não ingeridos com moderação, podem pesar na balança. Segundo a nutricionista do Centro do Controle do Peso do Hospital 9 de Julho, Érica Oliveira, se não tomarmos cuidado, alimentos como amendoim e milho, muito comuns nesse período, podem aumentar em até 4 vezes seu índice calórico quando acrescidos, por exemplo, de açúcar ou farinha.

Para driblar o consumo elevado de calorias, a especialista ressalta que o segredo para não sair da dieta é ter moderação e disciplina. “ A ideia é a mesma para todas as celebrações. Comer o que realmente gosta e escolher alimentos e preparações que não vemos com muita frequência, então o importante é o hábito” explica a profissional que também reforça a importância da prática de exercícios físicos regularmente para manter o corpo saudável.

Para ajudar a não exagerar, preparamos uma lista com opções mais saudáveis para serem consumidas durante as comemorações. Confira!

Milho cozido ou pipoca – Quando feitos sem nenhuma gordura (óleo, manteiga ou azeite), ambos são uma opção saudável ao invés daqueles acrescidos de manteiga, bacon e sal em excesso. A especialista ressalta que o milho é um alimento rico em carboidratos e fibras e auxiliam o intestino, além de dar energia.

Quentão ou vinho quente – Apesar de alcoólicas, ambas têm o seu benefício. A nutricionista explica que o quentão contém gengibre, termogênico natural que ajuda a conter enjoos e a acelerar o metabolismo. No caso do vinho quente, contém resveratrol que pode diminuir chances de eventos cardiovasculares como infartos e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC).

Porém, por serem bebidas com álcool e açúcar, é importante que o consumo seja moderado. Os níveis calóricos são praticamente os mesmos, o que difere é que o vinho quente tem frutas que ajudam a tornar a bebida mais equilibrada.

Curau ou canjica – Apesar de também terem o índice de caloria muito parecido, as preparações levam açúcar branco. Por isso, seu consumo deve ser moderado. No caso da canjica, ela é rica em fibras e proteínas do leite, prefira preparações mais saudáveis com açúcar mascavo e com biomassa de banana verde, por exemplo.

Cachorro quente ou churrasco – O cachorro quente tem um índice calórico alto que pode variar de acordo com os ingredientes colocados no sanduíche. O churrasco de cortes magros como a alcatra, ganha como a opção mais saudável por ter mais proteína.

Paçoca ou doce de abóbora – Cada um tem o seu benefício. Os doces de abóbora caseiros são ricos em fibras e é menos calórico. Já a paçoca, tem mais proteína. Apesar dos benefícios, ambas precisam de atenção ao ser consumidas pela quantidade alta de açúcar acrescido na receita.

Pinhão ou amendoim – O amendoim é fonte de fibras e proteínas vegetais e uma excelente opção para vegetarianos, porém é rico em gordura. Nesse caso, a opção mais saudável é o pinhão, pois é menos calórico e também têm fibras e carboidratos.

Érica conclui que é imprescindível que a alimentação seja adaptada de acordo com o quadro alimentar de cada paciente. “Um paciente diabético, por exemplo, deve evitar ao máximo o consumo de açúcar. Por isso, é necessário uma conversa com o seu nutricionista para saber quais opções são mais saudáveis no seu caso” e ressalta “Coma bem o ano todo e pratique atividade física para que essas situações não influenciem tanto no seu peso e na sua saúde” finaliza Érica.

Sobre o Hospital 9 de Julho: fundado em 1955, em São Paulo, o Hospital 9 de Julho tornou-se referência em medicina de alta complexidade com destaque para as áreas de Neurologia, Oncologia, Onco-hematologia, Gastroenterologia, Ortopedia, Urologia e Trauma. Possui um Centro de Medicina Especializa cda com atendimento em mais de 50

especialidades e 13 Centros de Referência: Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional; Rim e Diabetes; Cálculo Renal; Cardiologia; Oncologia; Gastroenterologia; Controle de Peso, Infusão, Medicina do Exercício e do Esporte; Reabilitação; Clínica da Mulher; Longevidade e de Doenças Inflamatórias Intestinais (CDII). Com cerca de 2,5 mil colaboradores e quatro

mil médicos cadastrados, o complexo hospitalar possui 410 leitos, sendo 91 leitos nas Unidades de Terapia Intensiva, Centro Cirúrgico com capacidade para até 22 cirurgias simultâneas, inclusive com duas salas híbridas (com equipamento de Hemodinâmica e Ressonância Magnética) e duas para robótica.