Confiança dos empresários está quase 4 pontos abaixo da média histórica, informa a CNI

ICEI subiu para 50,2 pontos em julho, mas não reverteu a queda registrada em junho. A confiança é maior na região Norte e menor no Sudeste

Depois da queda recorde de 5,9 pontos em junho, provocada especialmente pelos prejuízos da greve dos caminhoneiros, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) aumentou 0,6 ponto e ficou em 50,2 pontos em julho, muito próximo da linha divisória que separa a confiança da falta de confiança. O indicador está 0,4 ponto abaixo do de julho de 2017 e 3,9 pontos inferior à média histórica que é de 54,1 pontos. As informações são da pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 19 de julho, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“A confiança do empresário segue baixa, um mês após o fim da paralisação dos serviços de cargas”, diz a pesquisa. “A solução para paralisação dos transportes de cargas ainda não está totalmente construída. A questão da tabela de fretes ainda gera muitas incertezas”, diz o economista da CNI Marcelo Azevedo.

A confiança é maior entre os empresários da região Norte, onde o ICEI alcançou 53,1 pontos, e menor no Sudeste, onde o índice foi de 48,4 pontos. No Sul, o ICEI ficou em 49,6 pontos, no Nordeste, em 51,1 pontos e, no Centro-Oeste, em 51,5 pontos. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão acima de 50 pontos mostram que os empresários estão confiantes.

COMPONENTES DO ICEI – De acordo com a CNI, a leve recuperação do índice em julho é resultado da percepção menos negativa sobre as condições atuais da economia e dos negócios. O índice de condições atuais subiu para 43,6 pontos em julho, mas continua abaixo da linha divisória dos 50 pontos que separa percepção de melhora da de piora das condições correntes. O indicador de expectativas sobre o desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses subiu 0,3 ponto em relação a junho e ficou em 53,5 pontos.

O ICEI antecipa tendências de investimento na indústria. Empresários pouco otimistas sobre o desempenho presente e futuro das empresas e da economia têm menos disposição para investir, o que dificulta a recuperação da economia.

Esta edição da pesquisa foi feita entre 2 e 14 de julho com 2.708 empresas. Dessas 1.095 são pequenas, 1.012 são médias e 601 são de grande porte.