Credenciamento para o Festival de Parintins está “uma vergonha sem tamanho” e radialista “chuta o balde”

Os profissionais de imprensa que estão indo até o Bumbódromo de Parintins para cobrir o principal evento turístico e cultural do Amazonas, recebem tratamento amador por parte da Amazonastur, responsável pelo credenciamento. Para se ter uma ideia do absurdo, está proibida a presença de repórteres no fosso que foi criado na arena para que os jornalistas e radialistas executassem o seu trabalho dignamente. Outra “leseira baré” é que serão repassados coletes para fotógrafos e cinegrafistas, que terão que se revezar na utilização do equipamento. Já imaginou um absurdo desses? O que se constata é um desrespeito total com os profissionais que labutam dia a dia, para mostrar a sociedade notícias atualizadas e em tempo real.

Leia na íntegra o desabafo do radialista Tadeu de Souza, um dos mais conhecidos comunicadores do baixo Amazonas:

GOVERNO DO ESTADO DIFICULTA TRABALHO DA IMPRENSA NO BUMBÓDROMO

Tadeu de Souza

Sou um dos poucos profissionais de imprensa que tem a honra de dizer que participa da cobertura do Festival Folclórico desde 1977. Mais tempo de Festival do que eu em Parintins e no Estado só radialista Aderaldo Reis. Mas, nunca tinha visto tamanha desorganização no credenciamento e tamanho desrespeito para com a imprensa, em particular a de Parintins como neste ano e neste governo “interino”.. Repito não sei de quem é a culpa. Ou melhor eu sei. É do governo do Estado que ficou responsável pelo credenciamento. Não tivemos problemas com a Bandeirantes. Com a Bandeirante que é do sul. Que poderia ter dificuldade na relação com a imprensa local. Não. Tudo foi a contento. Não tivemos problemas com A Crítica. Agora, é um samba do crioulo doido que ninguém consegue entender. Somem as fotos. Somem os e-mails. Ninguém sabe explicar. Para completar esse quadro de desorganização vem – me disseram que a orientação é da Amazonastur – uma “novidade”. A imprensa não pode ficar no fosso que foi criado para ela. Nele só podem permanecer fotografos que terão que usar um colete em regime de revezamento. Ou seja é o cumulo do absurdo. É molecagem. É falta do que fazer. É desrespeitar o trabalho da imprensa. Entendo que o prefeito Frank Bi Garcia, que conhece e respeita o trabalho da imprensa de sua terra, pode intervir e acabar com essa palhaçada.

A coluna falou com a assessoria de imprensa da Amazonastur, mas não houve retorno.

 

 

Safra gigantesca de Castanha do Brasil sem escoamento em Tefé

O município de Tefé, uma das principais economias da região do alto Solimões, vive um dilema: como fazer o escoamento gigantesco de Castanha do Brasil. A Castanha e a Borracha foram por décadas os principais produtos de exportação do Amazonas, onde os castanhais fincados em plena floresta amazônica, deram muito lucro para os comerciantes que investiram no produto, sendo exportando basicamente para a Europa e Estados Unidos. Agora , os castanhais voltaram a produzir muitos frutos, mas como as fábricas de beneficiamento da amêndoa foram desativadas em Manaus e no interior do estado, os produtores ficam à mercê dos regatões, que geralmente não pagam o preço real produto, Caberia ao governo estadual dar condições para o escoamento da produção, assim como incentivar o serviço, mas a realidade e que os produtores se viram como podem. Produzem e comercializam o produto, sem ter o devido reconhecimento financeiro e social.

Casa caiu par ex-prefeita de Atalaia do Norte

A ex-prefeita de Atalaia do Norte, Anete Peres Pinto, foi condenada a devolver para os cofres públicos cerca de R$ 840.000. A decisão é do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE). A política está inelegível por oito anos. Anete foi condenada devido a construção de um centro esportivo, mas a obra não foi concluída e o pagamento foi efetuado integralmente. O dinheiro foi sacado e entregue ao empreiteiro. Ela é acusada pelo Ministério Público Federal de receber R$ 44.000 propina nesse mesmo contrato. A ex-prefeita também responde a 11 processos criminais na justiça federal de Tabatinga. Anete Pinto foi esposa do ex-prefeito de Atalaia do Norte, Rosário Galate.