Desenvolver inteligência emocional é essencial para o sucesso das empresas, diz especialista

Cada vez mais, habilidades comportamentais têm sido determinantes para que os resultados corporativos apareçam. Mas como desenvolvê-las?

São Paulo, maio de 2018 – Até pouco tempo atrás, o grande drama das empresas residia no chamado “apagão de talentos”, que significava a escassez de bons profissionais disponíveis no mercado de trabalho. Por “bons profissionais” objetivamente entendia-se aquele que apresentava as melhores habilidades técnicas (conhecimento + experiência). A questão comportamental estava sempre em segundo plano. Supostamente, deixávamos as emoções em casa e íamos ao trabalho apenas para trabalhar e produzir mecanicamente.

É óbvio que esse modelo passou a apresentar problemas sérios. Ao preterir o lado humano, o ambiente de negócios passou a ter de lidar com questões antes desconhecidas: estresse, burnout, presenteísmo, verdadeiros surtos de crise de ansiedade e depressão, afastamento em massa etc. Junte-se a isso a velocidade da vida contemporânea (Era da Informação, tecnologia e a chamada “vida digital”) e temos um cenário caótico, não é mesmo? “Não é à toa que temos visto um verdadeiro boom na busca por cursos de mindfulness, coaching e outros. O autoconhecimento virou um objetivo de vida, o que não é ruim, embora não deva ser um fim em si mesmo”, diz Flora Alves, Chief Learning Officer da SG – Aprendizagem Corporativa.

Na prática, esse movimento em busca de autoconhecimento tem muito a ver com um conceito há muito difundido: inteligência emocional (IE). “A inteligência emocional é uma habilidade comportamental de nível complexo e que deve ser trabalhada ao longo de toda a vida, em busca de equilíbrio interior e um propósito maior, algo que faça a nossa atividade cotidiana ter sentido”, explica Flora.

Decerto, falar em IE é ligar-se de forma automática ao psicólogo norte-americano Daniel Goleman. Considerado o “pai da inteligência emocional”, o especialista foi o responsável por popularizar o conceito ao redor do mundo na década de 1980 por meio de um best-seller que vendeu mais de cinco milhões de cópias. Já em 1995, enquanto atuava como jornalista científico no jornal The New York Times, Goleman também ajudou a disseminar a temática. De acordo com informações divulgadas em pesquisas realizadas por Goleman, o Quociente Intelectual (QI) contribui em 20% para uma carreira de sucesso enquanto 80% é resultado do “controle de sentimentos”. Para o especialista, a prática do desenvolvimento da IE otimiza em 90% o desempenho dos profissionais.

Mas, como afirma a executiva da SG – Aprendizagem Corporativa, nada disso faz sentido se não levarmos em conta o propósito, aquilo que preenche o nosso dia a dia e nossa atividade profissional de significado. Esse é o primeiro passo para uma vida emocional mais saudável e equilibrada. “À medida que você aprimora o lado emocional, mais seguro e confortável se sentirá frente aos desafios. E mais preparado estará para desenvolver e lidar com os aspectos técnicos, que também são fundamentais para uma atuação profissional plena e bem-sucedida”, explica Flora.

Pensando em contribuir com a formação da percepção das emoções, a CLO listou abaixo as principais características a serem levadas em consideração:

1. Fique atento as emoções

É imprescindível prestar atenção às sensações e atitudes motivadas pelas emoções, e descobrir suas causas e efeitos.

2. Esteja no controle

Só você tem responsabilidade pelo que sente. Esse padrão de pensamento gera autoconfiança e segurança (em você e em todos a sua volta).

3. Tenha empatia

Saber se colocar no lugar do outro é fruto de uma alta inteligência emocional.

Para mais informações, acesse: http://www.learningsg.com/.