Documento que irá nortear as escolas públicas e privadas está disponível para consulta pública

Representantes de escolas associadas ao Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM) estiveram nesta terça-feira (21), no auditório da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino do Amazonas (Seduc-AM), para discutir contribuições para a redação do referencial curricular amazonense, documento que irá nortear as instituições públicas e privadas do Estado na implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Atualmente o documento está disponível até o dia 6 de setembro para consulta pública no link goo.gl/PBtxzY e a previsão é que seja aprovado em novembro pelo Conselho Estadual de Educação (CEE).

“Ficamos muito felizes em ver que independente de ser de escola pública ou privada, os educadores de todo o Estado estão cada vez mais familiarizados com o documento e estão bastante mobilizados em contribuir para a BNCC. Eles entendem que será algo que irá ajudar a diminuir as desigualdades educacionais e melhorar a qualidade da educação do país”, comentou a presidente do Sinepe-AM, Elaine Saldanha.

A BNCC apresenta conhecimentos, competências e habilidades considerados essenciais no processo de aprendizado de todos os estudantes ao longo da educação básica e servirá como referência para a formulação dos currículos dos sistemas de ensino do país.

Segundo o coordenador estadual de implementação da BNCC no Amazonas (Consed/Seduc-AM), Antônio Menezes, todos os cidadãos, especialmente professores, pedagogos, gestores, especialistas, demais profissionais da educação, estudantes e seus familiares poderão contribuir para a redação do currículo amazonense.

“A consulta pública vai garantir que a versão final represente toda a diversidade do nosso Estado”, apontou Menezes. Cerca de 130 articuladores atuam no Amazonas, sendo dois em cada município, realizando reuniões, seminário e fazendo contribuições no documento.

Homologada no final de 2017, a BNCC vai trabalhar toda a estrutura formativa dos alunos e também professores. “As faculdades, por exemplo, já começaram a redesenhar os currículos dos cursos de licenciaturas e pedagogia visando o que estabelece a Base”, disse Menezes.

No próximo ano, a meta do Consed é iniciar o trabalho de capacitação contínua de todos os professores, tanto de escolas públicas quanto privadas, além da adequação dos materiais didáticos, e repensar os métodos de avaliação.