DPTC inicia digitalização de processos para tornar mais ágil o trabalho da perícia

O Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), deu início a um processo de digitalização para dar mais agilidade aos trabalhos de perícia e tornar mais célere o acesso aos laudos. O Programa de Gerenciamento de Criminalística (Progecrim), que começou a ser desenvolvido há cerca de um ano, está em fase de implantação no setor de DNA forense.

Segundo o diretor do DPTC, Carlos Malom, o trabalho de perícia no Amazonas é realizado do mesmo jeito que há 30 anos e, com o Progecrim, o Estado terá um ganho significativo nos processos periciais. “Daremos um salto tecnológico”, afirmou.

Hoje, para requisitar uma perícia, é preciso ir à delegacia registrar o crime e expedir uma requisição de perícia. De lá, a requisição é encaminhada para um dos institutos coordenados pelo DPTC, onde é protocolada e depois despachada para os peritos.

O DPTC coordena três institutos. O primeiro a receber o processo de digitalização será o Instituto de Criminalística (IC), seguido do Instituto de Identificação (II) e do Instituto Médico Legal (IML). Apenas o IC recebe, por ano, em torno de 15 mil requisições de perícia, segundo Malom.

Neste mês de junho, o Progecrim será implantando no setor de Biologia e, posteriormente, no de Identificação Veicular. A expectativa é que toda a parte de criminalística esteja concluída até o fim deste ano.

Maior controle e economia – De acordo com o perito criminal Fábio Ferreira, um dos responsáveis pelo desenvolvimento, o Progecrim permitirá ao Estado melhorar o gerenciamento de toda a parte criminalística.

“Não será feito apenas o gerenciamento de documentos – como requisições de perícias –, mas também das peças de crimes, como um celular, uma arma, uma roupa, um computador”, disse.

O ganho imediato, segundo o perito, será o maior controle das informações. Hoje, o relatório sobre o status de uma requisição de perícia pode demorar até cinco dias, uma vez que a consulta às informações é feita manualmente nos livros de registro. Com o Progecrim, o tempo cai para poucos minutos.

Segundo o perito criminal Erley Soares, também responsável pelo desenvolvimento do programa, o Progecrim permitirá aos peritos saber rapidamente onde se encontra uma peça de crime, por exemplo, já que o sistema guarda um histórico dos setores que examinaram a mesma.

Outro ganho para o Estado está na economia e otimização de recursos. “Há laudos que demandam uma resma de papel para uma única via, como os laudos contábeis”, afirmou Fábio Ferreira.

A estimativa é de que, apenas no Instituto de Criminalística, a economia com papel chegue a quase R$ 300 mil por ano. “Vale lembrar que há outros custos, como os contratos de impressoras, os gastos com energia e até com combustíveis, já que as requisições devem ser feitas nos institutos, onde devem ser protocoladas”, disse.

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