Economia mostra sinais de reação após um péssimo primeiro trimestre

PIB reage, mas expectativas de especialistas ainda são baixas.

Após três meses de queda, a economia brasileira mostrou sinais de crescimento em abril, início do segundo semestre. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), tido como uma “prévia do PIB, teve alta de 0,46% no mês de abril, em relação a março. A previsão oficial do Banco Central para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 2,6%, sendo que este número foi informado em março. Já o Ministério da Fazenda projeta PIB de 2,5%. “Em função de todas as incertezas externas e internas, sobretudo por conta das eleições, a projeção para taxa de crescimento de 2018 caiu mais de 3% para atuais 1,6%. A permanecer esses cenário, não descartamos novas revisões para baixo”, explica Pedro Paulo Silveira, Economista-Chefe da Nova Futura Investimentos.

O ambiente ainda é de dificuldades para os investidores, a média móvel trimestral do IBC-Br teve baixa de 0,03% em abril, na série com ajuste sazonal. Foi o segundo porcentual negativo consecutivo. Em março, o indicador também havia recuado, em 0,40%. Observada pelos economistas do mercado financeiro, a média móvel do IBC-Br costuma ser usada como indicativo de tendências para o índice. O porcentual divulgado mostrou a comparação entre o trimestre encerrado em abril e o trimestre encerrado em março. O caso da série sem ajuste sazonal, a média móvel trimestral do IBC-Br teve resultado positivo de 1,63% em abril. Em março, a média móvel sem ajuste havia subido 1,47%. De acordo com Thiago Schietti, Sócio e Consultor Financeiro da Horus GGR, o Brasil se manterá instável até a eleição, levando em consideração que o mercado antecipou a questão eleitoral, além de ocorrer um aumento significativo nas taxas de juros.

Para Vicente Koki, Economista da DMI Group, após a greve dos caminhoneiros a economia retomou a tendência de crescimento. Entretanto o PIB projetado para 2018 deve ficar abaixo de 2%. O economista ainda afirma “Isto ocorre devido à apreciação do dólar, elevada taxa de desemprego atingindo 13,5 milhões de pessoas, além da incerteza econômicas decorrente das eleições de outubro”.

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