Economista de Meirelles diz que parlamentares devem indicar destinação de verbas

Foto: (José Cruz/Agência Brasil)

O coordenador econômico da campanha de Henrique Meirelles, José Márcio Camargo, afirmou que deputados e senadores terão de ter prioridades na hora de recolher dinheiro da União e repassá-los a municípios e estados.

Em sabatina realizada pelo jornal O Estado de S. Paulo, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, nesta terça-feira (11), Camargo destacou que a definição de prioridades será essencial para a manutenção do teto de gastos e destinação de recursos para educação, saúde e infraestrutura, caso Meirelles vença as eleições de outubro.

“A discussão do Orçamento público brasileiro vai passar a ser uma discussão sobre prioridades. Porque agora nós vamos ter que discutir o seguinte: nós vamos gastar dinheiro com o programa de creche para criança pobre de 0 a 6 anos ou nós vamos gastar dinheiro com aumento de salário de funcionário público? Essa é a questão que vai ser agora fundamental. É aí que vai estar a discussão. Onde vamos gastar o dinheiro? Porque agora tem teto. Então se eu quiser aumentar em um, vou ter que tirar de outro. Não tem jeito.”

Em outra frente da campanha de governo, Camargo também destacou que um eventual governo Meirelles vai focar na melhora da segurança pública.

De acordo com o economista, serão três frentes de atuação: redução da sensação de impunidade, através de uma reforma no código penal, policiamento ostensivo nas ruas urbanas e do campo, com equipes de quatro profissionais, e reforma do sistema penitenciário brasileiro, que seria feito através de parcerias público-privadas.

A área de infraestrutura também foi tema da sabatina. José Márcio Camargo afirmou que o governo Meirelles quer simplificar a regulamentação de obras no país e acelerar processo de privatização de alguns setores, o que, segundo ele, seria fonte de novos empregos.

Em relação à saúde, o economista elogiou o Sistema Único de Saúde (SUS), mas reiterou que é preciso melhorar a eficiência. Camargo destacou que a proposta de governo é privatizar a gestão do SUS e criar o Cartão Família, que traria o uso de tecnologia à saúde e facilitaria a marcação de consultas.

Perguntado pelos jornalistas se conseguiria apoio no Congresso para aprovar as agendas reformistas, Camargo respondeu que já possui experiência de dois anos em negociação com parlamentares, já que participou da equipe que convenceu deputados e senadores a aprovarem as reformas propostas durante a gestão Meirelles à frente do Ministério da Fazenda.

Reportagem, Thiago Marcolini