Educação brasileira mantém baixo desempenho

O Brasil gasta cerca de 6% do Produto Interno Bruto no setor da educação. O índice é maior do que o dos países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 5,5%, como aponta a Confederação Nacional da Indústria, a CNI. Mas as avaliações de desempenho vão na contramão desse investimento.

Nas últimas duas décadas, o gasto per capita por aluno da escola pública no Brasil quadruplicou, mas os resultados da Prova Brasil de 2015 são piores do que o da Prova Brasil de 1995. No relatório Aspectos Fiscais da Educação no Brasil, do Governo Federal, o País está nas últimas posições em avaliações internacionais de desempenho escolar.

Segundo o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Rafael Lucchesi, é preciso melhorar a qualidade da educação, a gestão das escolas e valorizar os professores.

“Nós temos um grande atraso ano com relação a essas sociedades. E aí o que nós fizemos? Nós fizemos um esforço grande de universalização, mas nós ainda não conseguimos alcançar a qualidade necessária.”

Já professor e pesquisador do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB), Jairo Eduardo Borges Andrade afirma que desde a metade do século passado, sabe-se da importância em melhorar a qualificação para aumentar a produtividade.

“Isso aparece em função de mudanças no mundo do trabalho, em função de uma nova etapa da globalização, aparece também em função de alguns exemplos que começaram a chamar muita atenção no mundo, de casos como esse na Coreia, de como a Coreia se torna mais competitiva em função de qualificação profissional, então essas coisas estão muito ligadas.”

Ainda de acordo com a CNI, o país levará mais de meio século para alcançar o produto per capita de países desenvolvidos, se continuar com a taxa média de crescimento do PIB nacional registrada nos últimos 10 anos, que foi de apenas 1,6%.

Reportagem, Camila Costa