Especialista do SESI alerta sobre problemas respiratórios e alérgicos

Paciente Amábile Chavier em consulta no SESI Saúde para tratamento do ouvido

Problemas respiratórios originados nas vias aéreas superiores – ouvido, nariz e garganta – estão relacionados, com frequência, a mudanças e choques climáticos, alerta o otorrinolaringologista do SESI, Eduardo Kauffman. Gripes frequentes, nariz entupido e dores na garganta podem estar associados aos fatores climáticos típicos da região.

Para completar, o uso inadequado do ar condicionado prejudica principalmente a garganta, segundo o especialista, quando você tem uma corrente de ar diretamente em cima de você. Essa ventilação pode trazer problemas respiratório e alérgico devido ao ressecamento das vias aéreas.

“O uso do condicionador de ar tornou-se muito comum na nossa região, devido ao clima, porém, de maneira indevida pode ser a causa de problemas não só respiratórios, mas alérgicos, como sinusite e rinite”, disse Kauffman, ao alertar que uma pequena alergia tende a se agravar e virar um problema recorrente no futuro.

Os cuidados preventivos na qualidade do ar, como a limpeza regular dos aparelhos de ar condicionado, ventilador e purificador, são essenciais para evitar problemas alérgicos. Segundo o otorrino, conhecer e controlar o fator causador pode evitar uma infecção da mucosa do nariz e dos seios da face, as inflamações, rinite e sinusite.

Com um problema congênito, a estudante de psicologia, Amábile Chavier, 18 anos, vai frequentemente ao otorrino para tratar do ouvido e nariz. Ela sofre com estreitamento de canal e quando tem crises inflamatórias o acúmulo de secreção no ouvido exige avaliações periódicas.

“Vim tratar a minha rinite que nessa última crise veio muito forte, mas estou sempre tendo que avaliar não só a rinite, mas a minha otite aguda também. Periodicamente, procuro um especialista para avaliar a minha situação e desta vez escolhi um do SESI para a consulta”, disse ela.

A limpeza no ouvido é outro fator destacado pelo otorrinolaringologista do SESI como prejudicial se for feita de forma errada. A cera é uma proteção natural do corpo, segundo Kauffman, e ela nunca acumula, a não ser que você tenha um problema de pele ou excesso de pelo no ouvido, o que pode causar um acúmulo de cera, mas de maneira natural, a cera é produzida e eliminada.

“Quando você limpa o ouvido com cotonete você está indo contra o movimento natural da cera, que vem de uma descamação microscópica da pele do ouvido, de dentro pra fora. O ideal é limpar a orelha e suas entrâncias posteriores com uma toalha. Nunca se deve meter nada no ouvido, isso é prejudicial”, frisou ele.

Como alerta adicional aos cuidados que se deve ter com o ouvido, Kauffman orienta que é preciso maneirar no uso do fone de ouvido. A exposição em uma quantidade de energia sonora com nível de intensidade prejudicial direto no ouvido pode ajudar na perda gradativa da qualidade auditiva.

“Algumas frequências podem causar problemas que com o tempo se tornam mais graves. O fone de ouvido nunca deve ser usado por um tempo prolongado, e a cada meia hora de uso tem que ser dado um descanso mínimo de 15 minutos, isso é fundamental”, explicou ele.

O atendimento com o otorrinolaringologista do SESI pode ser agendado de segunda a sábado em horários diferenciados pela manhã e à tarde, no SESI Saúde, localizado na Avenida Getúlio Vargas, 1116, Centro. Para mais informações e agendamentos pelos números 3186-6610, 3186-6611 ou 3186-6538.