Estudo aponta causas e novo tratamento para a síndrome do ovário policístico

Doença é a principal causa da não ovulação entre as mulheres

Um estudo do Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica, publicado em maio de 2018, apontou que a síndrome do ovário policístico pode ser provocada por um desequilíbrio hormonal que acontece antes mesmo do nascimento. De acordo com a pesquisa, veiculada no portal IG, a síndrome pode ser desencadeada antes do nascimento devido ao excesso de exposição no útero a um hormônio chamado anti-Mülleriano.

Para o especialista creditado pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), Roberto Antunes, o estudo propõe uma forma de tratamento porque a Síndrome do Ovário Policístico não é, em tese, uma doença hereditária.

“A causa da síndrome ainda é desconhecida, pode ser por vários fatores. Não se sabe explicar a razão da síndrome se desenvolver em umas mulheres e em outras não. O estudo é um avanço porque já mostra a influência da mãe pra filha. Ou seja, a gestante pode influenciar a forma como os genes da filha vão se comportar, mesmo que ela não tenha desenvolvido o ovário policístico”, explica.

Outro ponto que deve ser observado, segundo o médico, é que se o método da pesquisa for comparados nos seres humanos, as filhas das pacientes com ovários policísticos podem auxiliar na solução para as mães gestantes diagnosticadas com a síndrome.

TÉCNICAS DE RA AUXILIAM – De acordo com o IBGE, 2,5 milhões de brasileiras tem a síndrome do ovário policístico e, desse total, 30% não conseguem engravidar. As técnicas de reprodução assistida podem auxiliar as mulheres com esse diagnóstico e que tentam engravidar há mais de um ano e não conseguem.

Entre os tratamentos possíveis para estimular a gravidez estão a indução da ovulação a partir do uso de medicamentos, por inseminação artificial ou fertilização em vitro. Há boas chances de sucesso nas primeiras tentativas.

Por Deborah de Salles com informações do portal IG