Extinção de secretarias municipais é preocupante

Vereadora Rosi Matos (PT) manifestou opinião contrária nesta sexta-feira (9) quanto à declaração do Prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), de realizar mudanças nas secretarias municipais a ponto de extinguir cinco ou seis pastas como a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMMAS) e a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM).

“O ano mal começou e o Prefeito já mudanças duvidosas quanto à sua efetividade. Parece que o peessedebista veio com tudo mesmo em 2015. Só resta saber se as mudanças trarão melhorias para a cidade”, disse Rosi Matos ao alertar que tais medidas possam afetar a estrutura organizacional do município, ao invés de otimizar o atendimento das demandas do município.

A parlamentar comentou que os últimos anúncios do Prefeito são equivocados. Primeiramente o mesmo afirmou que assumiria a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), mas foi informado que não poderia assumir a chefia da pasta. Logo, o Prefeito resolveu que nomeará outro nome.

“O mais curioso é que mesmo impossibilitado de assumir de fato a pasta, o Prefeito deixou claro que seja lá quem for assumir, ele será o Secretário de Obras. Como assim? Afinal, quem vai cuidar da urbanização e da execução do plano de obras de Manaus? Não adianta nomear alguém como secretário se a pessoa atuará como um figurante”, questionou a parlamentar.

Arthur Neto deve anunciar até o dia 15, a reforma administrativa que deseja fazer na Prefeitura de Manaus. O atual prefeito declarou que com a reforma haverá o corte de secretarias. Dentre as eliminadas por Arthur, será extinta a SEMMAS.

“Como pode o Prefeito extinguir uma secretaria de grande relevância para o município. Enquanto às políticas de sustentabilidade e meio ambiente são valorizadas mundialmente, o Prefeito de Manaus toma essa atitude vergonhosa e ainda vem dizer que a Semmas já deu tudo que tinha para dar? O que é isso Prefeito?”, repudiou a vereadora petista.

SMPM é alvo de Arthur
A Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres (SMPM), criada em 2011 pelo ex-prefeito de Manaus, Amazonino Mendes (PDT), e que nunca saiu do papel, também está na lista das secretarias municipais que serão extintas.

No início de 2013, depois de eleito, Artur Neto chegou a anunciar a implantação da secretaria dizendo: ‘Irei implantar e manter essa nova secretaria, porque entendo que é preciso ter base de ação maior para a mulher de Manaus poder se defender e poder crescer em direção à verdadeira igualdade de gênero. A ideia não é antagonizar mulheres e homens, mas igualar injustiças salariais e qualquer tipo de desrespeito que a mulher venha a sofrer ainda hoje’.

Para Rosi Matos, por não cumprir o que prometeu, considera uma decisão machista e desrespeitosa em relação às mulheres, em abortar uma Secretaria que já tem orçamento – 4,8 milhões para 2015 e mais 50 mil reais aprovados na LOA 2015 pela vereadora Rosi Matos.

“Prefeito, deixo aqui meu repúdio a vossa atitude quanto à extinção da secretaria de mulheres que sequer teve a oportunidade de desempenhar seu trabalho. Ao tomar essa decisão tenho certeza de que vossa excelência não tem noção do trabalho e das lutas das mulheres no Amazonas. Como parlamentar e como mulher, não admito tamanho descaso. Ao invés de virar as costas, por que não colocar em prática uma política tão importante como esta? Enquanto vereadora, continuarei defendendo tudo o que for direcionado às mulheres. Apesar de a Prefeitura de Manaus estar de costas para as lutas das mulheres, sempre estarei lado a lado do movimento de mulheres e de todas as causas”, enfatizou Rosi Matos.

Mudou discurso

“Já deu tudo o que tinha pra dar”, foi a frase mencionada por Arthur Neto na quarta-feira (7) ao afirmar que a SEMMAS seria extinta. Ontem (8), a Prefeitura de Manaus, esclarece por meio de nota que ao se expressar, o Prefeito estava se referindo ao corte de gastos nas secretarias municipais e que não foi cogitada a extinção da SEMMAS.

“Como um ‘passe de mágica’ o Prefeito mudou seu discurso e publica uma nota se justificando. Será que indiretamente estão querendo dizer que a imprensa não entendeu exatamente a entrevista? Não dá pra ficar mudando o discurso e justificando o tempo todo”, alertou Rosi Matos.