Governo garante energia elétrica segura e com baixo impacto ambiental aos municípios

Trinta e dois municípios amazonenses e 86 comunidades rurais e indígenas alcançam uma conquista histórica, a partir deste ano, com o trabalho do Governo do Amazonas. Eles passam a ter energia elétrica segura, de qualidade e com baixo impacto ambiental com a aprovação de Licenças de Operações (LOs) das empresas vencedoras do leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ocorrido em 2016.

De acordo com o presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e secretário de Estado do Meio Ambiente (Sema), Marcelo Dutra, os licenciamentos possibilitam a instalação de novas usinas de geração de energia elétrica nos municípios e substituem o óleo diesel pelo biodiesel, a partir do óleo de dendê produzido no interior, ou o gás natural, como é o caso do município de Coari (distante 363 quilômetros de Manaus), nas usinas termelétricas.

Dutra informou que o trabalho do Governo do Amazonas fez com que calhas de rios, como são os casos do Solimões e Médio Amazonas, tenham hoje disponível um total de 438,135 kilowatt (KW) de potência instalada nas usinas termelétricas. “A orientação do governador Amazonino Mendes é justamente assegurar para a população do Amazonas o compromisso em oferecer energia segura e garantindo a sustentabilidade para desenvolvimento econômico da região”, afirmou.

Compromisso ─ O Consórcio Geração Amazonas (CGA), composta pelas empresas Aggreko Energia Locação de Geradores Ltda e Brasil Bio Fuels S.A, foi o vencedor do leilão da Aneel e assumiu o compromisso de garantir energia elétrica e potência associada nos Sistemas Isolados (SI) para mais de 80 mil famílias no Amazonas. O objetivo é modernizar o fornecimento no interior do Amazonas do óleo diesel para o biodiesel, gerando energia limpa, de qualidade e com custo menor.

Investimentos ─ A diretora da Diretoria Técnica do Ipaam, Maria Goreth da Silva, informou que as licenças ambientais foram liberadas gradativamente pelo órgão e, neste mês de junho, totalizam 33. Com o licenciamento, as empresas assumem o compromisso com o trabalho implantação, operação, manutenção, suprimento e estocagem de combustível das usinas, o que gera investimento, desenvolvimento, empregos diretos, indiretos e arrecadação de impostos aos municípios.

Ela informou que, dentro dos projetos apresentados pelo Consórcio Amazonas ao Ipaam, em algumas localidades, haverá a transferência das usinas de sedes dos municípios para locais mais afastados, o que vai gerar maior conforto à população das comunidades rurais e indígenas, trabalho que, segundo a diretora do órgão, será realizado dentro de parâmetros de segurança e de trabalho com responsabilidade ambiental e social.

Localidades beneficiadas – Japurá (Tamaniquá), Codajás (Murituba), Japurá (Limoeiro, Juruá), Limoeiro (Vila Bitencourt), Tefé (Caiambé), Japurá (Limoeiro), Itamarati, Juruá, Ipixuna, Maraã, Alvarães, Uarini, Envira, Eirunepé, Carauari, Atalaia do Norte (Estirão do Equador, Palmeiras), Santo Antônio do Içá (Ipiranga, Alterosa, Betânia), Atalaia do Norte (Palmeiras), Benjamin Constant (Feijoal), Tabatinga (Belém do Solimões), São Paulo de Olivença (Santa Rita do Well), Amaturá, Tonantins, Jutaí, Fonte Boa, Parintins (Vila Amazônia, Zé Açú, Caborí, Mocambo), Barreirinha (Pedras), Boa Vista do Ramos (Cametá), Maués, Urucurituba (Itapeaçu, Augusto Montenegro), Barcelos (Moura, Carvoeiro), Nhamundá, São Sebastião do Uatumã (Santana do Uatumã), Novo Airão, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira (Cucuí, Iauretê), Itacoatiara, Boca do Acre (Novo Remanso), Urucará, Pauiní, Manacapuru (Tuiué, Sacambú, Caviana, Campinas), Tapauá, Canutama (Vila de Belo Monte), Autazes (Vila de Urucurituba, Novo Céu), Careiro da Várzea (Parauá), Manaquiri, Lábrea, Beruri (Itapuru), Careiro Castanho (Castanho I, Castanho II), Canutama, Caapiranga (Araras), Humaitá, Nova Olinda do Norte, Borba (Axinim, Apuí), Apuí (Sucundurí), Manicoré (Vila de Matupí), Novo Aripuanã e Humaitá (Auxiliadora).