Ilhas de calor urbanas foram destaques na feira de invenções para salvar o planeta em Manaus

Com o tema “Ser Futurista: Ideias para salvar o Planeta”, crianças e adolescentes do Colégio Martha Falcão, localizado no bairro Adrianópolis, participaram nesta sexta-feira (14) da XXXII Feira Científico-Cultural Instituições Educacionais Nelly Falcão de Souza (INFS). O evento reuniu cerca de 40 projetos desenvolvidos por crianças e adolescentes. Entre os destaques, estavam o Projeto Green White Manaó (PGWM), que apontava soluções para as ilhas de calor em Manaus, fruto da expansão urbana e da pouca arborização.

A ideia foi encabeçada por sete alunos do 8° ano da instituição: Abel Almeida, Eduardo Alves, Juan Canales, Lucas Moura, Natã Fonseca, Nickolas Silva e Roberto Antunes. Eles mostraram que Manaus, que foi considerada uma das cidades menos arborizadas do país, pode ajudar a reduzir a temperatura com o plantio de espécies nativas, árvores frutíferas e pintura da pavimentação das ruas na cor branca.

“O bairro Adrianópolis está entre os mais quentes da cidade, projetamos essa maquete sugerindo um projeto de arborização do estacionamento do Colégio Martha Falcão, com o objetivo de amenizar a temperatura de quem acessa o espaço diariamente”, comentaram os meninos.

Segundo a professora Amarilis Donald, a feira foi uma oportunidade de instigar os alunos a refletirem sobre as ações do presente para a construção de um futuro melhor, tanto para eles quanto para as próximas gerações. “Durante três meses ele pesquisaram, realizaram experiências e hoje o resultado foi esse”, destaca a educadora.

Outro destaque foi a apresentação do projeto Tracabike, um modelo de transporte sustentável com geração de energia por meio das pedaladas. Os alunos Alexandre Nogueira, Facundo Martin, João Felipe Souza, Lucas do Prado, Luis Fish, Pedro Souza e Victor Rezende desenvolveram um dínamo com material reciclável que transforma energia mecânica em elétrica.

“A energia passa pelo cabo USB e aí carrega o celular”, explica Lucas Prado, com a naturalidade de um garotinho que teve o interesse pela física despertado ao praticar as teorias que aprendeu na sala de aula.

Outro destaque na Feira Científico-Cultural foi a demonstração dos alunos Vinicius Conde, Bia Assen, Giovana Fagundes, Gabriela Cambero e Bruna Lengler, do 7º ano, que explicavam com destreza como a Nanotecnologia está presente em vários lugares mesmo que não consigamos visualizá-la.

“E ela pode ser usada na biomedicina, tecnologia, meio ambiente e energia”, dizia a aluna Gabriela, enquanto mostrava empolgada o vídeo gravado na sua visita no Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) durante o desenvolvimento do projeto.

Os alunos do 1°, 2° e 3° ano do ensino médio, Gabriel Chacon, Maria Carolina Cabral, Gabriela Benayon, Luiggi Trigueira, Danilo José e Leonardo Zumaeta, apresentaram Ideias Tecnológicas Futuristas, entre elas, o protótipo de um óculos para ajudar deficientes visuais a desviarem de obstáculos.

“Através do sensor localizado nos óculos é possível identificar obstáculos a poucos metros de distância. Se tiver um poste, orelhão, galho de árvore no caminho, por exemplo, os óculos emite um sinal e a pessoa pode desviar”, disse Danilo.

Alimentação Vegana, Fazendas Urbanas, Inteligência Artificial, Ecobike, Reaproveitamento de Pneus, Energia Alternativa, A Música Amazonense e o Compromisso de Manter Viva Sua Essência Para o Futuro e a Continuidade da Cultura Popular, Plástico Como Inimigo: Qual Seu Destino?, Casa Sustentável, Aproveitamento da Semente de Açaí Para Produção de Bebida à Base de Café; O Dia Depois de Amanhã e Eco Design foram alguns dos 40 projetos que foram apresentados pelos alunos da escola.