Justiça realiza segunda audiência de instrução do “Caso Sotero”

Gustavo de Castro Sotero é afastado e perde porte arma

Testemunhas de defesa e acusação foram ouvidas nesta terça, no processo que trata do homicídio do advogado Wilson Filho.

O juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, Celso Souza de Paula, conduziu nesta terça-feira (17), no Fórum Ministro Henoch Reis, no Aleixo, a segunda audiência de instrução no processo número 0641996-45.2017.8.04.0001, que tem como réu o delegado da Polícia Civil do Estado do Amazonas, Gustavo de Castro Sotero.

Sotero é acusado da morte do advogado Wilson de Lima Justo Filho e de lesão corporal contra Fabíola Rodrigues Pinto de Oliveira, Maurício Carvalho Rocha e Iuri José Paiva Dácio de Souza. O crime ocorreu no dia 25 de novembro do ano passado, por volta das 3h, em uma casa de show localizada no bairro de São Jorge, zona Oeste de Manaus.

Nesta terça, foram ouvidas cinco testemunhas, incluindo um dos policiais militares que atenderam a ocorrência no dia do fato e, também, seguranças da casa noturna.

Antes do início da audiência, em entrevista aos jornalistas, a advogada do réu, Carmem Romero, voltou a sustentar a tese de que ele agiu em legítima defesa. “Nosso objetivo é mostrar ao magistrado que ele agiu em legítima defesa, ele está convicto de que não tinha intenção desse resultado, o meu cliente nunca tinha se envolvido antes em outro crime”, afirmou a advogada.

Preso provisoriamente desde o dia do crime, o delegado Sotero compareceu ao Fórum Henoch Reis nesta terça e acompanhou o depoimento das testemunhas.

O Ministério Público do Amazonas, autor da ação, está sendo representado pelo promotor de justiça Armando Gurgel Maia. O promotor está trabalhando com quatro advogados que se inscreveram para auxiliar na condição de assistentes de acusação (Leonardo Assis, José Alberto Simonetti Cabral, Catharina Estrella e Josemar Berçot).
De acordo com o promotor, a partir dos depoimentos o Ministério Público busca a apuração dos fatos apresentados no inquérito policial. “A nossa preocupação é justamente buscar as provas do fato que está sendo imputado ao réu e, ao final, o MP irá fazer suas alegações conforme o que foi apurado na instrução. Se for confirmada a denúncia, o MP irá pedir ao juízo que o réu seja encaminhado ao Tribunal do Júri”, explicou Gurgel.

Nesta quarta-feira (18), às 9h, a 1ª Vara do Tribunal do Tribunal do Júri dará continuidade à audiência de instrução. Serão ouvidas quatro testemunhas da defesa e, por último, o réu.