Lifelong Learning – aprender o resto da vida

Os eventos começaram às 10h, na Euroart. Lá, os artistas, grafiteiros e designers se reuniram para um bate-papo. Foram realizadas também visitas guiadas em exposições, xadrez humano e a produção de pinturas e desenhos artísticos realizados na hora. Na foto o Ronaldo Cavalheri Diretor Geral do Centro Europeu

*Por Ronaldo Cavalheri

Infeliz daquele que acha que sabe tudo ou que já estudou o suficiente. Já foi o tempo em que fazer uma faculdade posicionava uma pessoa ou dava a garantia de um melhor emprego. Hoje na verdade não é preciso nem fazer uma faculdade, mas aprender sobre múltiplos assuntos e desenvolver novas habilidades é uma necessidade diária

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As informações em grande parte são acessíveis para muitas pessoas pela facilidade da internet. A cada dia o mundo passa por mudanças mais aceleradas em função da tecnologia. Tudo isso impacta no mercado de trabalho e na vida das pessoas. O que servia no passado não necessariamente funciona hoje. O que eu aprendi ontem pode ser que não tenha mais aplicação. O que eu sei hoje não será o suficiente para amanhã. E essa necessidade de reciclagem e de adaptação às novas demandas impostas por esse movimento deve fazer com que as pessoas tenham essa preocupação de sempre buscar novos conhecimentos.

O ciclo básico de educação considera o ensino fundamental, ensino médio e a faculdade. Um percurso desse pode levar em torno de 16 anos de sala de aula. Se pensarmos que a tendência é que aumente a expectativa de vida das pessoas e que cada vez elas demorem mais para se aposentar ou deixarem de trabalhar, podemos considerar mais uns 60 anos na ativa que irão exigir um desenvolvimento pessoal e profissional constante para que se mantenham competitivas e consigam responder ao que o mercado pede. Daí vem a necessidade de um aprendizado ao longo de toda a vida – lifelong learning. Saber que o processo de aprendizagem não deve ser medido em anos ou etapas a serem cumpridas. Aprender é um processo de longo prazo que não tem dia para acabar.

Não existe um modelo ou uma trilha ideal. É preciso estar atento às oportunidades e desafios que a vida oferece e que para aproveitá-los da melhor forma possível você precisa reconhecer as suas deficiências e buscar desenvolver novos talentos e novas competências. Os caminhos cada dia serão menos formais e não é em uma pós-graduação ou fazendo uma outra faculdade que as pessoas estarão prontas para os desafios do século XXI. Quando falamos de lifelong learning estamos principalmente preocupados em adquirir novas habilidades para substituir as que se tornaram obsoletas. Nesse cenário as soft skills são fundamentais, pois ser criativo, saber se relacionar, resolver problemas, ter visão empreendedora entre muitas outras habilidades não se aprende em modelos tradicionais de ensino.

E você? Há quanto tempo não desenvolve uma nova habilidade? Cuidado, você pode ficar para trás. Aprender e reaprender não é mais uma escolha. Assuma essa jornada para o resto da sua vida.

*Ronaldo Cavalheri é Engenheiro Civil, Diretor do Geral do Centro Europeu – primeira escola de economia criativa do Brasil e Business Development Manager do Microsoft Innovation Center Curitiba.