Luiz Castro repercute episódio da morte de pássaros e pede providencias

O deputado estadual Luiz Castro (PPS), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), repercutiu durante a Sessão Ordinária da instituição, nesta terça-feira (2), o episódio da morte de dezenas de periquitos ocorridos na última semana em frente ao condomínio de luxo Ephigênio Salles, localizado no bairro do Aleixo, zona Centro- Sul de Manaus.

O parlamentar classificou o episódio de “chocante”, defendeu a necessidade de se repensar o modelo de desenvolvimento da Região Metropolitana e parabenizou as pessoas que se mobilizaram, por meio das redes sociais, e realizaram manifestação, cobrando providências, em frente ao condomínio no último sábado (29).

“É válido que a sociedade se mobilize. Primeiro, para dizer que não concorda com a morte destes pássaros; segundo, para cobrar investigação da causa efetiva das mortes dos pássaros; terceiro, é que a sociedade também perceba que na mesma semana em que estas aves morreram, que milhares de aves morrem todos os dias na Região Metropolitana de Manaus com a derrubada de florestas primárias ou secundárias dos diversos municípios”, denunciou.

O deputado estadual enfatizou a necessidade de se investigar a responsabilidade pela morte das aves para posterior cobrança via ação legal. Luiz Castro também defendeu uma legislação mais restritiva às derrubadas na floresta e alertou para a necessidade de não transformar o episódio em uma “luta de classes”, visto que toda a sociedade é responsável pela preservação ambiental.

“Que a matança destas aves sirva de alerta para algo maior que está acontecendo na capital. Nós estamos permitindo a destruição de todas as matas onde vivem o símbolo cultural mais importante da nossa região de Manaus, que é o macaco sauim de coleira, e isso está acontecendo em todos os níveis, por empreendimentos de luxo, pela Câmara Municipal omissa em legislar de forma mais rigorosa em relação as matas de Manaus e pela sociedade como um todo, inclusive, nas ocupações que socialmente muitas vezes são justificadas , mas também muitas vezes seus líderes não tem a necessária compreensão da importância de não destruir toda a área ocupada”, observou.