Manaus é destaque nacional por aumento da violência e crescente número de mortes

A capital amazonense tem registrado inúmeras mortes com características parecidas e isto foi destaque na imprensa nacional. O Jornal da Globo da noite desta terça-feira (17) trouxe números alarmantes sobre a quantidade de mortes.

Segundo o programa jornalístico, em junho deste ano, o número de homicídios mais que dobrou na capital. Foram 103 casos registrados. Já em julho, em apenas 15 dias, as mortes já alcançam a casa dos 50.

Enquanto isso, a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) se mantém na tangente e ainda não realizou uma força tarefa para dar fim na violência. O procurador do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), Mauro Roberto Bezerra, disse à reportagem da Globo que as mortes acontecem por conta da briga entre facções criminosas. Organizações de outros estados, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), querem tomar o tráfico da facção Família do Norte (FDN), que nasceu em Manaus.

No meio dessa briga está o Bairro da União, na zona Centro-Sul de Manaus. A localidade é considerada a mais perigosa da cidade, onde os bandidos dominam a área, mandam nos moradores e intimidam policiais a não fazerem os seus trabalhos. Uma viatura do Departamento de Narcóticos do Amazonas (Denarc) foi recebido com uma chuva de tiros ao tentar entrar na comunidade.

Uma área abandonada de mata, conhecida como Buritizal, é o reduto da bandidagem. Os traficantes utilizam o local para se esconder da polícia, atrás de uma barricada feita com sacos de areia e pedras, e promovem execuções de desertores e rivais. Os moradores são intimidados e proibidos de falar qualquer coisa sobre o tráfico na área.

Além de tudo isso, nos últimos dias, Manaus tem registrado várias mortes de presidiários do regime semiaberto. Homens usando tornozeleiras eletrônicas são os alvos preferidos dos atiradores. O que a polícia ainda não explicou é se eles têm sido mortos por causa da briga entre as facções rivais ou se existe um grupo de extermínio em Manaus, como em décadas passadas, que está dando fim àqueles que cometem crimes e saíram dos presídios comandados pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Nenhuma das hipóteses é descartada.

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