Marinha autoriza navegação experimental de projeto que beneficia Arco Norte

Projeto Barra Norte sai do papel e fará os primeiros testes na região do Canal do Curuá do Rio Amazonas

O projeto Barra Norte, liderado pela Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), avança. Em portaria emitida nessa terça-feira (24/7), a Marinha do Brasil autorizou os primeiros testes de navegação com embarcações com a ampliação do calado de 11,50 metros para 11,70 metros no Canal do Curuá, localizado na Barra Norte do rio Amazonas. O aumento de 20 centímetros inicia uma nova etapa do projeto que consiste em garantir segurança à navegação da área e viabilizar o acesso aos portos do interior do estuário.

A ampliação da profundidade do calado nesta área poderá gerar impactos positivos na economia da região, o que inclui benefícios para o corredor do Arco Norte, onde estão situados terminais portuários que utilizam como rota de saída a Barra Norte. “O ganho de 20 centímetros de calado vai permitir que cada navio possa transportar em média 1.800 toneladas a mais de carga. Isso significa diminuição de custos logísticos e otimização das operações de escoamento de grãos e minério na região”, avalia o diretor-presidente da ATP, Murillo Barbosa.

Ele explica que a migração da fronteira agrícola das regiões Sul e Sudeste para o Norte do País trouxe a necessidade de novas rotas logísticas para o escoamento da produção brasileira. O objetivo do projeto é favorecer a eficiência logística de navios graneleiros que poderão ser totalmente carregados a partir do aumento do calado do local.

O gestor avalia ainda que, para que o setor não incorra em vultosos investimentos públicos, são necessárias iniciativas como esta, que possam contribuir para a redução de custos logísticos ao produto brasileiro.

O projeto é realizado em parceria com o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que está frente dos estudos técnicos, Marinha do Brasil e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Os testes autorizados ainda serão em caráter experimental e farão parte dos estudos da UFRJ que avaliam a navegabilidade na região para facilitar o escoamento de commodities brasileiras voltadas à exportação.