Mastologista alerta mulheres para prevenção ao câncer de mama

“O autoexame, como detecção precoce do câncer de mama, ainda é a melhor ação para diminuição da mortalidade em decorrência da doença”, alerta o especialista em mastologia do Serviço Social da Indústria (SESI Amazonas), Luciano Brandão.

Para Brandão é importante que a mulher exerça esse autoconhecimento todos os meses, cinco a 10 dias antes ou depois da menstruação, período em que o corpo da mulher já não estará alterado em decorrência do período menstrual, mas que essa não seja sua única forma de detectar a doença, buscando sempre o acompanhamento com o especialista.

Clínico e cirurgião de mama, Luciano Brandão recomenda que a mulher vá anualmente, ou mesmo bianualmente, ao mastologista para exames, diagnósticos e tratamentos da região mamária. Brandão alerta também para a ida dos homens ao especialista, pois é ínfima a aparição da doença, mas não impossível.

Uma das principais e mais conhecidas especialidades do mastologista é diagnosticar e tratar câncer de mama, mas Brandão explica que não apenas por esse motivo a especialidade deve estar na vida dos pacientes. Nódulos e assimetrias das mamas, mastites e a ginecomastias – doença que leva a um crescimento acima do normal das mamas masculinas -, são algumas doenças identificadas pelo especialista.

A primeira etapa realizada pelo médico é a anamnese, uma série de perguntas ao paciente para analisar seu histórico; em seguida, há exame clínico das mamas por meio de toques e, quando necessário, a paciente é encaminhada para exames mais aprofundados, realizados também no SESI, como a mamografia, ultrassonografia ou ressonância das mamas.

De acordo com a paciente Maria Augusta da Silva, de 59 anos, moradora do bairro Amazonino Mendes, o tratamento com o especialista é o melhor. “Recebo acompanhamento desde 2016, quando procurei o especialista após detectar um nódulo em meu seio, que me preocupou muito, já que em 2013 precisei realizar uma cirurgia no colo do útero. Hoje com o problema já estabilizado, realizo apenas controle rotineiro”, disse a dona de casa.

A paciente possui seis filhos, o que para o especialista, diminui a chance de doença grave, sendo necessário apenas o acompanhamento periódico, com o mastologista e ginecologista. Brandão explica que mulheres que amamentam têm menos riscos de contrair a doença. “Quanto menos filhos a mulher tiver, maior o número de ciclos menstruais na vida da mulher, que são momentos de maior exposição a hormônios relacionados à doença, quanto maior o período de amamentação, menos ciclos menstruais e mais proteção”, relata.

De acordo com o Inca, devem ser confirmados 59.700 novos casos de câncer de mama no Brasil, para cada ano do biênio 2018-2019, com um risco estimado de 56,33% casos a cada 100 mil mulheres. Em Manaus, até o final de 2018, a estimativa é de 640 novos casos.

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer também é o primeiro mais frequente nas mulheres das regiões Sul (73,07/100 mil), Sudeste (69,50/100 mil), Centro-Oeste (51,96/100 mil) e Nordeste (40,36/100 mil). No Norte, é o segundo tumor mais incidente (19,21/100 mil), de acordo com o INCA.

O especialista afirma que não há como prevenir a doença, mas o acompanhamento anual para mulheres, a partir de 50 anos, é recomendado pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), que diverge com a Sociedade Brasileira de Mamografia (SBM), que diz ser importante o comparecimento da mulher a partir dos 40 anos de idade.

Os atendimentos são realizados nas quintas-feiras, a partir das 19 horas, no SESISAÚDE, que em parceria com a Clínica Oncoclin Manaus, também atende nas terças-feiras, às 15 horas. A Oncoclin fica na Avenida Castelo Branco, 1779, Cachoeirinha, zona Sul de Manaus.

O SESISAÚDE funciona na Avenida Getúlio Vargas, 1116, Centro, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 20h30 e aos sábados das 7h30 às 11h. Mais informações pelos números 3186-6610 ou 3186-661