Maternidade Balbina Mestrinho é inaugurada com novas instalações do Banco de Leite Fesinha Anzoategui

A unidade já ajudou a salvar a vida de 21.884 crianças

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) inaugurou, nesta terça-feira (19/06), as novas instalações do Banco de Leite Humano (BLH) Fesinha Anzoategui. A unidade, que funcionava no Instituto da Mulher Dona Lindu, bairro Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus, agora, está instalada na Maternidade Balbina Mestrinho, na Cachoeirinha, zona sul. No BLH, são feitos a captação e processamento de leite humano doado para atender bebês prematuros e que precisam de cuidados especiais, internados nas maternidades públicas e privadas do Estado.

O BLH Fesinha Anzoategui funciona desde 3 de agosto de 2010 como uma unidade de saúde de proteção social, oferecendo apoio às mães impossibilitadas de amamentar, sendo ofertado para os recém-nascidos leite humano extraído pasteurizado. A unidade já ajudou a salvar a vida de 21.884 crianças, somando mais de 5 mil litros de leite humano pasteurizado arrecadados em doações de 5.439 mães.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Francisco Deodato, que participou da inauguração, a mudança das instalações faz parte do planejamento da atual gestão da Susam, que assumiu em outubro do ano passado, para a reorganização da rede de saúde. “O nosso papel é arrumar a casa. Portanto, a reinauguração desse banco de leite humano é exatamente aquilo que nós nos propusemos a fazer – reconstruir, com novas instalações e com um fluxo de atendimento humanizado, com profissionais tecnicamente treinados e que dará suporte à toda a rede de maternidades de Manaus”.

Integração – Nas novas instalações, o BLH Fesinha Anzoategui passa a funcionar integrado à Balbina Mestrinho, que é uma das maiores maternidades do Estado, o que vai permitir a otimização do trabalho de captação e da assistência com o leite materno às crianças que precisam do alimento. Nas antigas instalações, o BLH funcionava em estrutura separada do Instituto Dona Lindu. Além disso, no Instituto, o atendimento não é focado exclusivamente em maternidade, mas também em ginecologia. Com a mudança, a expectativa é aumentar o número de doadoras e a quantidade de leite. “Nossa meta é reforçar o trabalho de conscientização e engajamento, para aumentar o número de doações”, explicou a diretora da Balbina Mestrinho, Rafaela Faria.

Segundo ela, as novas instalações estão dentro das normas regulamentadoras para banco de leite. “Também otimizamos os serviços para que possamos ser mais eficientes em questão de produtividade e também no acolhimento da mulher, tanto no processo de ordenha quanto na amamentação”.

A maternidade Balbina Mestrinho realiza, em média, 500 partos por mês, possui dez leitos de UTI Neonatal e 16 de Unidade de Cuidados Intensivos (UCI). “A unidade é referência para partos de alto risco e isso faz com que muitos desses bebês necessitem de doações de leite humano”, afirmou a diretora.

O BLH Fesinha Anzoategui funciona com atendimento agendado, todos os dias, das 7h às 19h, atendendo as unidades hospitalares de alta complexidade neonatal e pediátrico do Amazonas.

Mãe doou 54 litros de leite e taxistas ajudam no transporte – Entre os homenageados no evento, marcaram presença, além dos servidores do BLH, que receberam homenagem do secretário Francisco Deodato, os taxistas Ney e Marlon Melo, da empresa Villa’s Taxi, que há oito anos fazem o transporte gratuito de doadoras fixas do banco de leite Fesinha Anzoategui. “O que nos motiva é saber que estamos salvando vidas e dando esperanças para bebês que precisam mais do que nunca desse leite para se recuperar”, disse Ney.

Outra homenageada foi Querolin Natasha, 26 anos, mãe de duas crianças, e doadora fixa do BLH. Quando foi mãe pela primeira vez, ela dou 40 litros de leite em um ano e meio. Este ano, mãe do segundo filho, já doou, em três meses, 14 litros. “O que me motiva é amor que tenho no coração. Quando estava na maternidade e vi as mães sofrendo com o bebê na UTI e elas sem poder amamentar, eu percebi que podia ajudar. Eu sei o quanto é importante a amamentação, o quão é importante o leite materno, que é um alimento completo”, justificou a doadora.

FOTO: VALDO LEÃO/SECOM