Meirelles afirma que investir em segurança pública é prioridade

Mais de 60 mil pessoas foram mortas no Brasil em 2016. Os números, publicados em junho pelo Atlas da Violência de 2018, apontam para uma realidade chocante: o país teve mais mortes violentas que a Síria, que está em guerra desde 2011. O estudo produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) mostra a situação da segurança pública no país.

Por conta disso, o tema tem sido debatido por presidenciáveis. Para o pré-candidato, Henrique Meirelles, do MDB, é dever básico do Estado garantir a segurança para a sociedade. Em entrevista ao portal Metrópoles, de Brasília, ele acrescentou que isso só será possível desde que haja investimento no poder de polícia.

“A polícia vai garantir a segurança, vai ter equipamento, vai ter armamento, treinamento e efetivo, inclusive, porque os estados vão crescer e aumentar a arrecadação. E vão ter informações com um sistema centralizado de informações, policiamento de fronteira e, mais do que isso, as pessoas vão estar empregadas, então, os jovens não estarão sujeitos a serem cotados pelo crime.”

Segundo o presidenciável, o país abdica da função básica de garantir a segurança quando submete a livre oferta e distribuição de armas para os cidadãos. E coloca o estado em uma situação de insegurança.

“No momento quem que a população entender o que é essa questão do armamento eu acho que as pessoas vão começar a se assustar. O meu entendimento é que é perigosíssimo para a população.”

Henrique Meirelles acredita que é possível prevenir o crime no Brasil e não será direito ou dever de cada cidadão essa responsabilidade.

Reportagem, Talita Viana