Meirelles quer ex-integrantes das Forças Armadas para aumentar segurança pública

Uma proposta de governo do pré-candidato do MDB ao Palácio do Planalto, Henrique Meirelles, pretende intensificar o policiamento nas ruas de todo o país. A ideia é que grupos de quatro pessoas, formados por dois policiais militares, um ex-integrante das Forças Armadas, e um(a) assistente social reforcem a segurança em áreas públicas.

Segundo o coordenador econômico de Henrique Meirelles, José Márcio Camargo, a proposta pretende se estender também para fora das áreas urbanas.

“A ideia é colocar esses grupos espalhados pelas cidades e pelo campo também. Prover equipamentos para esses grupos, como carro, motos, bicicletas, e usá-los como forma de policiamento ostensivo”.

De acordo com Camargo, ex-integrantes das Forças Armadas seriam escolhidos por já terem passado por treinamento militar por pelo menos um ano e serem disciplinados para atuar neste tipo de serviço, além da mão de obra com custo “relativamente pequeno”.

Como as ações de patrulhamento e administração das polícias são de responsabilidade dos governos estaduais, a proposta seria feita em parceira entre os governos locais e o governo federal, além da iniciativa privada. Com isso, não seria necessário reforma constitucional.

O que, segundo o coordenador econômico de Meirelles, poderia mexer na Constituição é a questão da impunidade.

“O que pode exigir, no nosso programa de segurança pública, reforma da Constituição Federal é a questão da impunidade. Existe um sentimento de impunidade generalizado na sociedade e é possível que para reduzir isso você tenha que fazer algum tipo de reforma um pouco mais difícil. Isso é fundamental para resolver o problema da criminalidade. Estamos desenhando uma proposta nessa direção e, para isso, talvez seja necessário fazer reformas mais profundas”.

Segundo José Márcio Camargo, em caso de eleição, o governo Meirelles também vai atrás de parcerias privadas para a construção e manutenção de presídios. Na área econômica, a atual proposta de reforma da Previdência, desenvolvida pela equipe do pré-candidato no Ministério da Fazenda, será prioridade, assim como as reformas orçamentária e tributária.

Reportagem, Thiago Marcolini