Melhora a confiança dos empresários da indústria da construção, diz CNI

Pesquisa mostra que há previsão de aumento da atividade, do emprego, da compra de matérias-primas e de novos serviços e empreendimentos nos próximos seis meses

Os empresários da indústria da construção estão mais confiantes. Depois de duas quedas consecutivas, o Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção (ICEI-Construção) subiu para 51,8 pontos em agosto. O indicador, que é 2,9 pontos superior ao do mês passado, está acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa a confiança da falta de confiança. Mesmo assim, continua abaixo da média histórica de 52,9 pontos e dos 53,8 pontos registrado em maio, antes da greve dos caminhoneiros, informa a Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta sexta-feira, 24 de agosto, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“Apesar das incertezas sobre o cenário eleitoral e dos efeitos da tabela do frete mínimo sobre o setor, os empresários recuperaram a confiança que foi abalada pela paralisação do transporte rodoviário de cargas, e estão mais confiantes em relação ao desempenho futuro do setor”, avalia a economista da CNI Isabel Mendes. De acordo com a pesquisa, o indicador de expectativas subiu para 55,3 pontos em agosto, mostrando que há otimismo em relação aos próximos seis meses. Mas o índice de condições atuais, que ficou em 45 pontos, continua abaixo da linha divisória dos 50 pontos, indicando que os empresários estão pessimistas em relação à situação atual dos negócios.

Os demais indicadores de expectativa também subiram e ficaram acima dos 50 pontos neste mês. Isso mostra que os empresários esperam o crescimento do nível de atividade, de novos empreendimentos e serviços, da compra de matérias-primas e do número de empregados nos próximos seis meses.

Com a expectativa de recuperação do setor, o índice de intenção de investimentos aumentou 0,8 ponto em relação a julho e alcançou 32,1 pontos. O indicador está 3 pontos acima do registrado em agosto do ano passado e é superior à média histórica para o mês, de 31,6 pontos. “Ainda assim, o índice segue muito baixo, o que indica pouca intenção dos empresários do setor em investir”, lembra a CNI. De acordo com a pesquisa, o índice de intenção de investimento varia de zero a cem pontos. Quanto maior o índice, maior a disposição para investir.

SITUAÇÃO ATUAL – Mesmo com a melhora nos indicadores de expectativa, o setor segue enfrentando dificuldades para se recuperar. A sondagem mostra que, embora o ritmo de queda tenha diminuído, o nível de atividade e de emprego no setor continuam caindo. O indicador de nível de atividade ficou em 48 pontos e o de número de empregados foi de 46,2 pontos em julho. Os dois índices variam de zero a 50 pontos e quando estão abaixo dos 50 pontos, indicam queda na atividade e no emprego.

Com isso, a indústria da construção mantém a elevada ociosidade. A utilização da capacidade operacional das empresas ficou em 58% em julho, 1 ponto percentual abaixo do de junho. Isso significa que o setor operou com 42% das máquinas, equipamentos e pessoal parados no mês passado.

Esta edição da Sondagem Industria da Construção foi feita entre 1º e 13 de agosto com 581 empresas. Dessas, 124 são grandes, 263 são médias e 124 são de pequeno porte.