MP denuncia médico que deu super dose de remédio no AM e bebê pode ter morrido por causa disso

Um bebê de 10 meses morreu no último fim de semana em um hospital público do município Santo Antônio do Içá e há suspeita de negligência médica. De acordo com familiares, o médico que atendeu o menor prescreveu um medicamento com dosagem 10 vezes maior do que o recomendado.

O Ministério Público do Amazonas (MPE-AM) está investigando a morte do bebê, que ocorreu no domingo (8). A denúncia feita pelo órgão ainda aponta que o médico não possui registro no Conselho Regional de Medicina. O medicamento prescrito por ele deveria tratar um problema alérgico, mas pode ter sido a peça principal da morte do garoto.

O bebê Henzo Matheus Pinto Elias passou seis dias internado antes de morre no hospital de Santo Antônio do Içá. Ele havia dado entrada com quadro de febre e vômito. O médico pode responder por crimes de negligência, exercício ilegal da medicina e até crime de homicídio.

A família está revoltada com o caso. De acordo com a receita médica, o profissional prescreveu a dosagem de 25 miligramas de prometazina – medicamento usado para combater reações alérgicas. Entretanto, o valor atribuído deveria ser de apenas 2,5 miligramas. No hospital, o médico informou que apenas esqueceu de colocar a vírgula, mas dava para entender a dosagem do remédio.

Médico colocou um ponto entre os números 2 e 5 apos ser questionado pelo erro. A receita original mostra que ele prescreveu 25 miligramas do remédio

A causa da morte foi edema cerebral e hemorragia intracraniana. O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), em março deste ano, chegou a questionar a prefeitura de Santo Antônio do Içá por contratar cinco médicos sem CRM. Vendo foi atendido por um deles.

O médico tem diploma de medicina da Bolívia, mas não possui validação para atuar no Amazonas.

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