MPE denuncia presos que mataram e comeram órgãos de rivais na Vidal Pessoa

O Ministério Público do Amazonas denunciou 20 detentos que promoveram rebeliões e mortes dentro da Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, no ano passado, logo após a unidade ser reativada para receber presos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde havia sido registrado o massacre com a morte de 60 detentos.

Além de torturar, matar, degolar, e esquartejar as vítimas, os criminosos também arrancaram os órgãos delas. As testemunhas infirmaram que os corações e o fígado dos detentos foram arrancados e os lideres pediam sal para comer os órgãos das vítimas ainda quentes. Apenas o fígado não foi comido por João Pedro de Oliveira Rosa, o “Paulista”, porque havia acabado o sal na penitenciária.

Segundo a denúncia, ele chegou a esbravejar por conta da situação, mas comeu o coração de duas vítimas em outras ocasiões.

A rebelião na Vidal Pessoa aconteceu oito dias depois da chacina no regime fechado do Compaj. Os detentos Janderson de Lima Rolim, o “Passarinho”, Fabrício Duarte Araújo, Rômulo Brasil da Costa,  o “LH”, e o “Paulista” são considerados pelo MPE como os autores intelectuais da rebelião. Os demais foram os executores.

Todos os denunciados são considerados de alta periculosidade e agiram com crueldade. Em um dos casos, o detento conhecido como “Pato”, após ser morto, foi colocado sobre uma mesa para ser comido pelos presos. “Passarinho” teria ordenado que os demais presos arrumassem a mesa, pois eles comeriam o “Pato” no almoço.

Compartilhe