Nova fase da operação Zelotes mira economista ligado a Alckmin

A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quinta-feira (26), nove mandatos de busca e apreensão na 10ª fase da Operação Zelotes. A PF deflagrou a ação nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Pernambuco, além do Distrito Federal. Oito pessoas e duas empresas foram alvos da investigação.

De acordo com o Ministério Público Federal, a operação apura desvios no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Os valores chegam a um total de 900 milhões de reais.

Nesta fase da Zelotes, os casos investigados envolvem fraudes em crédito tributário, que de acordo com a Receita Federal aconteceram devido a uma “estrutura ilegal integrada por agentes públicos e privados”. Segundo a Receita, o grupo atuava em três núcleos: núcleo econômico, núcleo operacional e núcleo administrativo.

Por ordem judicial da 10ª Vara Federal em Brasília foram autorizadas quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico dos investigados. Eles são suspeitos de promoverem irregularidades em julgamentos realizados pelo Carf, com o objetivo de atender os interesses de uma empresa siderúrgica, com sede na cidade de Santo André (SP).

Segundo reportagem do jornal ‘O Globo’, um dos investigados da operação é o empresário e economista Roberto Giannetti da Fonseca, ligado ao PSDB e um dos conselheiros econômicos do candidato à presidência da República, Geraldo Alckmin.

Reportagem, Juliana Gonçalves