Novo Cadastro Positivo ajudaria Amazonas a injetar R$ 15 bilhões na economia local, segundo ANBC

Na lista dos projetos que devem ser votados antes do recesso parlamentar, o PLP 441/2017 – que trata do Cadastro Positivo – é, na avaliação da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), essencial para a redução dos juros e o aumento do número de pessoas com acesso a créditos.

Dados disponibilizados pela instituição apontam que, com a aprovação da matéria, Amazonas passaria a ter R$ 15 bilhões injetados na economia local. Além disso, 377 mil novos consumidores poderão ser beneficiados no estado.

O Cadastro Positivo possibilita que gestores de bancos de dados tenham acesso a todas as informações relacionadas a pagamentos em dia e empréstimos quitados. O presidente Executivo da ANBC, Elias Sfeir, explica que, apesar da disponibilidade dos dados, a segurança de acesso às informações será garantida. Além disso, o especialista afirma que essa é uma medida já adotada em países com economia favorável.

“Em países que têm Cadastro Positivo – são mais de 70 países no mundo – a economia é vibrante. A relação entre credor e consumidor é muito mais equilibrada, porque, uma vez o consumidor tendo a nota de crédito, ele também pode bater em vários agentes de crédito e negociar uma taxa mais justa para ele. E, para os agentes de crédito tem mais segurança. A economia acaba se acelerando e traz todos os benefícios econômicos e sociais que um país precisa.”

O objetivo do projeto é fazer com que as empresas, comércios e instituições financeiras em geral disponibilizem, no chamado Cadastro Positivo, as informações dos consumidores, da mesma forma que é feita no Cadastro Negativo, conhecido como SPC.

O PLP 441/2017 já teve o texto-base aprovado. A partir de agora, a votação dos congressistas será em cima dos destaques apresentados para a proposta. Atualmente, o Cadastro Positivo já existe e está previsto na Lei 12.414/11, porém, é optativo. O texto em trâmite prevê que a inserção dos dados no Cadastro seja automática. Defensores do projeto afirmam que a saída do cadastro é permitida e o consumidor não tem custo para isso.

Com a colaboração de Marquezan Araújo, reportagem, Raphael Costa