Obras da avenida das Flores e da Ligação Viária Luiz Antony estão em fase final

Seinfra Anel Viario Sul - Governo do Estado do Amazonas/Secom - Manaus/AM 19/07/2018 - Foto: Bruno Zanardo/Secom

Governo do Amazonas acelerou ritmo de obras que se arrastavam em Manaus e região metropolitana

Oito grandes obras para Manaus e região metropolitana tiveram o ritmo de execução acelerado e três delas devem ser entregues até outubro deste ano: a avenida das Flores e a Ligação Viária Luiz Antony, nas zonas norte e sul da capital, respectivamente, e a recuperação da rodovia AM-010.

O Governo do Amazonas também avançou nas obras da duplicação da rodovia AM-070, que estava em ritmo lento, e das obras de urbanização do igarapé da Cachoeira Grande, na zona sul, e do Anel Viário Sul, que estavam paradas, além de iniciar processos de licenciamento da obra do Anel Viário Leste.

De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), as obras estavam paradas ou com andamento lento por entraves como desapropriações, licenciamentos ambientais, processos licitatórios e condições climáticas.

Avenida das Flores – Na avenida das Flores, os trabalhos estão na reta final em três trechos. A previsão de conclusão é para outubro de 2018. O trecho 2, de 1,2 quilômetro de extensão, situado entre as avenidas Timbiras e Noel Nutels, no bairro Cidade Nova I, está concluído e recebe tráfego de veículos. Lá já é possível ver as paradas de ônibus do corredor exclusivo ganharem forma. A obra está na fase de sinalização.

Neste trecho foram construídas passagens de nível sob a avenida Timbiras e o Terminal de Ônibus 3 (T3), que interligarão esses trechos às avenidas das Torres e Flores. As partes superiores já estão liberadas para o trânsito e as alças inferiores passam por serviço de imprimação. Esta é a fase de impermeabilização da base do solo para posterior aplicação do asfalto.

O trecho 3, de 1,7 quilômetro de extensão, vai da rua Curió, na Cidade Nova I, até o igarapé do Passarinho, no Conjunto Galileia. A avenida já está pavimentada. Nessa parte foi construída uma passagem de nível que liga os conjuntos Galileia e Renato Souza Pinto. A intervenção não estava prevista no projeto, mas a pedido dos moradores e comerciantes daquela área, o Governo do Amazonas determinou a alteração no projeto. A obra estava com andamento lento por conta de desapropriações do entorno. Nessa nova fase, a passagem de nível recebeu alças superiores, a parte inferior recebe os serviços de imprimação.

O Trecho 4, que vai do igarapé do Passarinho até a AM-010, está pavimentado e passa pela fase de sinalização e construção das paradas de ônibus que vão servir o corredor exclusivo. Nesse trecho também está sendo construída uma passagem de nível que vai permitir a ligação entre as avenidas Margarita e Arquiteto José Henriques. O trabalho de imprimação no trecho 4 já foi executado e está sendo feito o processo de reciclagem na alça da Margarita com a avenida das Flores e passagem de nível da Margarita.

Quando concluídas as obras de pavimentação e sinalização da via, os 11,1 quilômetros da avenida das Flores ganharão 28 paradas de ônibus, que já estão em construção.

Cachoeira Grande – As obras estavam paradas há pelo menos três anos e foram retomadas em março de 2018. A previsão é que, até outubro de 2018, pelo menos as unidades institucionais sejam entregues. O investimento é de R$ 59.522, 002,00.

São duas frentes de obra: o primeiro trecho, de 26 mil metros quadrados, está localizado próximo à avenida São Jorge e começa a receber estruturas do Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei), com capacidade 200 crianças em dois turnos; uma quadra poliesportiva e uma Unidade Básica de Saúde (UBS), com capacidade para 200 atendimentos, além de uma ciclovia. Posteriormente, serão construídas 14 torres que abrigarão os 224 apartamentos da primeira fase.

Na segunda frente, o serviço de microdrenagem já foi executado e os de terraplanagem estão 60% concluídos. O trecho receberá 18 torres com mais 288 apartamentos, completando, assim, as 512 unidades habitacionais da obra. Nessa parte, serão construídos um Centro de Referência de Assistência Social (Cras), um Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), e uma creche que deve atender 200 crianças, também em dois turnos.

“Esta obra está aqui há praticamente seis anos. A população já não tinha fé de vê-la pronta. Mas com a retomada, acredito que até outubro pelo menos centros institucionais estejam prontos”, destacou Oswaldo Said, secretário da Seinfra.

Anel Viário Sul – As obras do trevo viário que vai interligar as avenidas Torquato Tapajós, Engenheiro José Henriques e estrada do Tarumã, unindo as zonas oeste e norte, estavam lentas por conta das chuvas e também devido a uma desapropriação. Mas com a chegada do verão, as ações foram aceleradas. A obra está na fase de estaqueamento e, brevemente, as primeiras estruturas de concreto devem ser erguidas.

O projeto também prevê a duplicação de oito quilômetros da estrada do Tarumã, com retornos no trecho entre a Torquato Tapajós e sede do Sistema de Proteção da Amazônia (Sivam). O investimento é de R$ 81.187.473,60.

Na primeira parte da obra, que vai até a Ponte do Tarumã, as máquinas fazem o serviço de base do solo para que o asfalto seja aplicado. A parte seguinte, entre a Ponte do Tarumã e Sivam, deve passar por obras de alargamento e drenagem. Quando concluída, a nova estrada deve receber 14 paradas de ônibus.

Anel Viário Leste – Obra vai ligar a zona leste à zona sul de Manaus. Serão 17,4 quilômetros de extensão que vão da Reserva Adolpho Duck, no Cidade de Deus, até a Bola da Suframa, no Distrito Industrial 2. Quando pronta, vai ser interligada ao Anel Viário Sul e possibilitará o fluxo de veículos pesados das indústrias do Polo de Manaus até o Aeroporto Eduardo Gomes, na zona oeste da capital.

A obra está em fase de implantação, mas por estar localizada em uma área de reserva ambiental e sítios arqueológicos, teve que passar por adequações. Somente nesta gestão obteve as renovações dos licenciamentos ambientais e teve as pendências jurídicas solucionadas. As adequações fazem parte de um termo de compromisso assinado em 2015, entre Ministério Público Federal (MPF), Seinfra, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

Além dos licenciamentos ambientais, a obra precisa de um licenciamento arqueológico junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), cujo processo já está em andamento.

Ligação Viária Luiz Antony – A obra está localizada ao longo do igarapé do São Raimundo, na zona oeste da capital, e faz parte do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) III. Os trabalhos estavam parados e apresentavam problemas judiciais sem soluções, mas foram retomados e solucionados nesta gestão. A obra recebeu um incremento de recursos da ordem de R$ 20 milhões.

A retomada iniciou com a conclusão dos processos de desapropriação, o que possibilitou a emissão de ordens de serviço que incluiu o serviço de recuperação do trecho de 645 metros que vai ligar a rua Luiz Antony à rua Leonardo Malcher, no Centro de Manaus. Nesse trecho serão executados serviços de drenagem superficial e profunda, pavimentação e calçada.

A primeira etapa, com 600 metros, está 95% concluída e os trabalhos seguem em ritmo acelerado. O calçamento e a pavimentação com duas camadas de asfalto já estão prontos, bem como a ligação com as ruas adjacentes ao bairro Presidente Vargas.

Os serviços da ciclovia, jardinagem, guarda corpo e rede de esgoto também foram concluídos. Além da parte de iluminação com a instalação dos postes com lâmpadas de LED. Quando pronta, a nova avenida deve interligar os bairros da zona oeste à área central de Manaus. São 1,1 quilômetros de extensão, incluindo orla, mão dupla, ciclovia, além de espaços para práticas esportivas. O valor investido foi de R$ 52.142.140,00. O projeto beneficiou mais de 300 famílias que viviam em palafitas nessa área.

Região Metropolitana – Além das obras de mobilidade urbana na capital, o Governo do Amazonas também recupera estradas da região Metropolitana. Os trabalhos na AM-070 (Manaus-Manacapuru) foram retomados em março de 2018. Os trechos entre os quilômetros 20 a 34, já duplicados, recebem os serviços de drenagem e terraplanagem. A previsão é que sejam concluídos, já com asfalto, até o final de setembro.

No km 35, a ponte sobre o rio Ariaú está com 65% das obras concluídas. Ela passa por serviços na laje e, em breve, receberá pavimentação com asfalto. A ponte deve ficar pronta até o fim do ano. Entre os quilômetros 35 a 55 e 57 a 68, trechos que sofrem alagamento devido à subida dos rios, os trabalhos só podem ser feitos no período da seca. A obra deve ser retomada assim que o volume de água baixar.

Em Manacapuru, a ponte do Miriti está sendo duplicada. A obra também recebe um muro de contenção. A previsão de entrega é para o final de 2018.

Rodovia AM-010 – Desde outubro de 2017 a estrada passa por obras de recuperação. Com 60% dos serviços contratados prontos, a previsão é que as obras sejam concluídas até o início de setembro de 2018, antes do Festival da Canção de Itacoatiara (Fecani).

De acordo com o engenheiro responsável, Artur Gonçalves, a rodovia está 80% em boas condições. Os trechos em estado crítico correspondem a apenas 10% da AM-010 (Manaus-Itacoatiara). Os maiores problemas foram encontrados nos quilômetros 128, 193 e 160. Nesses trechos, três frentes de obras com 42 homens executam os serviço de drenagem, fresagem e recapeamento asfáltico. No restante da rodovia é feito o serviço de tapa buracos. Uma outra frente executa obras nos quilômetros 224 e 201, que passam por serviços de drenagem e recuperação de erosões laterais.

Foto: Bruno Zanardo