Operação Banzeiro prende dois e apreende 150 quilos de cocaína no Amazonas

Em Manacapuru (a 67 quilômetros de Manaus), policiais da Secretaria Executiva Adjunta de Inteligência (SEAI) prenderam dois homens e apreenderam 150 quilos de cocaína durante nova fase da Operação Banzeiro. A ação envolveu policiais civis de Manacapuru, da Delegacia Fluvial e do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (DENARC), da Polícia Civil. Segundo as investigações, a droga que vinha da tríplice fronteira pertencia a uma espécie de consórcio de traficantes e seria distribuída em Manaus e levada para fora do Estado.

Foram presos José Ferreira Coutinho, 47, vulgo “Manicoré”, e Wellerson Almeida Rodrigues, 22. Eles estavam na embarcação, nas proximidades do Rio Solimões, quando ocorreu a abordagem policial. Conforme o secretário da SEAI, delegado Herbert Lopes, os dois já vinham sendo monitorados a algum tempo, mas esta foi a primeira prisão deles. “Essa droga é desdobramento da operação banzeiro, deflagrada em março deste ano. No decorrer já apreendemos cerca de duas toneladas de cocaína de janeiro para cá”.

As equipes realizaram campana e ao avistaram a embarcação, efetuaram a abordagem. Após longa revista no interior da balsa, as equipes encontraram em um fundo falso, sacolas contendo, aproximadamente, 150 quilos de substâncias entorpecentes, supostamente cocaína. José e Wellerson confessaram que haviam ajudado a esconder e concordaram em fazer o transporte das drogas. A cocaína está avaliada em R$ 4 milhões e foi encontrada com auxílio do cão Zeus.

“Trata-se de um consórcio. Os traficantes se consorciam e mandam essas drogas para Manaus. Parte seria utilizada aqui e outra seria encaminhada para Estados do Sul. Eles alegaram que foram contratados para trazer a droga, mas eles fazem parte dessa organização criminosa que manda entorpecentes para todo o Estado do Amazonas”, disse Herbert Lopes.

José e Wellerson foram autuados em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Após os procedimentos cabíveis no Denarc, eles ficarão custodiados na Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manacapuru, que funciona como unidade prisional, à disposição da Justiça.