Oportunidades para empreendedores no mercado Plus Size

Enquanto tem muita gente brigando pelo concorridíssimo mercado de moda, algumas empresas reinam no mercado de moda Plus Size. Saiba dos segredos dos nichos de mercado de moda plus size neste artigo. Marca carioca Naiah apostou em quem veste mais de 44 para ganhar espaço de mercado

Existe uma enorme quantidade de pessoas fora dos padrões da moda convencional, ou seja, que não vestem números abaixo do tamanho 44 e sim, muitas e muitas delas, estão satisfeitas com seu corpo e querem roupas que caibam na sua beleza e não que sua beleza caiba na roupa. Elas querem algo que seja adequada a sua forma de viver, de ser e de se sentir e não ao contrário. Esse mercado de homens, mulheres em todas as suas idades, gêneros e formas, não para de crescer. São pessoas que querem ressaltar sua beleza e muitas vezes não acham as roupas que desejam, no tamanho que lhe atenda.

O IEMI – Inteligência de Mercado, fez um estudo sobre mercado potencial de Moda Plus Size 2017, mostrou que 30,4% das fabricantes de moda feminina e 19,8% da moda masculina, já incluem em sua linha de produção o Plus Size. Dados apresentados pela Abravest em 2016 apontaram que o mercado Plus Size cresce 6% ao ano e movimenta R$ 5 bilhões. Isso medido em um universo de 300 lojas físicas e 60 virtuais.

“Eu particularmente acredito que somente 360 lojas para um país continental como o Brasil é muito pouco, sendo assim, vejo um potencial mercado a ser explorado. Mesmo acreditando que existem mais lojas e até mesmo mercado informal que venda moda plus size, ainda acredito que o mercado precisa de bem mais. Pense comigo. Quantas lojas específicas plus size tem em sua cidade? Muito pouca ou nenhuma, certo? É aí que quero chegar”, avalia o consultor de empreendedorismo e autor Ricardo Veríssimo.

O número de pessoas que vestem mais de 44 é enorme, e não estou falando só de obesos, estou falando de pessoas que tem mais idade e em geral acabam ganhando mais peso. Isso é muito natural ao longo da vida. Dados do Ministério da Saúde, informam que mais da metade da população brasileira, 52,5%, está acima do peso.

São números que fazem uma comprovação de que existe um mercado potencial para ser atendido por empresas que se aventurem em atuar no seguimento Plus Size.

Um mercado carente, forte e louco por novidades. Entendendo isso algumas empresas, que não brincam em serviço, criaram marcas e campanhas específicas. A Marisa por exemplo tem uma parte especial do site só para moda fermina Plus Size, que tem o nome de linha “especial para você”, a C&A tem o “Special for You” e a Malwee tem a linha “Grandes Abraços”. A Duloren com o slogan “Gostosa demais para usar 38”, foi a primeira do seguimento de lingerie a acreditar no seguimento plus size. O resultado da Dulorem foi estrondoso e hoje o plus size representa 50% de seu faturamento.

O Consultor de empreendedorismo e autor Ricardo Veríssimo dá dicas para quem quer ingressar no mercado plus size:

– Conhecer o público – Esse é o primeiro e mais importante passo, também é quase que imperioso que você seja ou tenha uma pessoa plus size no controle direto do negócio. Ela pode nem ser plus size, mais tem que ter sido em algum momento da vida. Tem que entender as dores desse público e suas alegrias. Sua logo tem que ser plus size, sua empresa tem que respirar tamanhos maiores. Tudo tem que ser pensado para quem usa plus size. Não dá para ser pela metade, tem de ser por completo para que você possa entender e comunicar com o mercado Plus Size;

– Conquiste o cliente – Não tem um produto para fazer o plus size parecer magro e sim para que o plus size seja plus size. Você não está criando nada para esconder o plus e sim realçar. Você vai trabalhar com um público que se aceita e se ama como é, que está feliz com seu corpo. Então entenda o que esse público quer. Pesquise, converse e descubra o que o ele quer;

– Ofereça comodidades – Assim como quem não é plus size, o plus quer ficar bonito, realçar o que ele ama e esconder o que ele não ama. Ele quer ter a roupa da moda feita para cair bem nele. Além disse ele quer conforto. Não ser apertado dentro de uma roupa só porque é moda. Ajuste, pense em caimento adequado, conforto e beleza. Valorize as curvas dessa moda.

– Ofereça um plus – Deixe um canal aberto para ouvir as sugestões, ofereças serviços adicionais, como por exemplo oferecer os serviços de personal de estilo, maquiagem, produtos e acessórios que valorizem seu público e casem com seus produtos. Faça parceiras e ofereça descontos. Entregue mais, seu público adora opções e fartura;

– Respire o mercado – Leia revistas sobre o segmento, participe de feiras, estude, conviva, sinta, ouça. Ninguém entra em um mercado de nicho sem conhecer o nicho. Não tente adaptar o que você tem para plus size, crie uma moda voltada para o que seu público deseja;

– Seu público vai além do tamanho – Esse público é dividido em várias partes, dentre eles masculino, feminino, jovem, adulto, infantil, casual, formal, de gênero, etc. Não tente encaixotar seu consumidor no seu produto, faça o inverso;

– Atenda com quem entende – Treine e tenha em sua equipe pessoas preparadas para lidar com o plus size. O público plus size não quer ser recebido com olhares de reprovação. Quer alguém que admire seu corpo, tanto quanto ele mesmo:

– Pense em comunidade – Pense em comunidade, toda a ação de marketing deve ser direcionada. Seu público está conectado e eles são adeptos a divulgar novas opções de produtos e serviços que eles acreditam estarem de acordo com sua forma de se vestir e de ser; Plus size vai além de uma forma de se vestir, plus size é uma foram de viver, é um estilo de vida.

– Tenha um plano de negócios e um plano de ação – Sou da velha escola do empreendedorismo, e sim acredito em plano de negócios. O sonho só sai do papel se estiver antes escrito nele. Um papel em branco abre a mente, mas sem nada, entrega nada. Escreva seu plano de negócio e além disso escreva uma ação para cada planejamento. Plano deve ser vivo, plano sem ação, é igual chupar bala com papel. Sem gosto e sem resultado.

As pessoas não querem mais se adequar aos produtos, elas querem produtos feitos para elas. Pense nisso e ofereça uma moda que seja plus size em todos os sentidos. Ofereça o plus de verdade e veja seu faturamento crescer na mesma proporção.

Conheça a Naiah – uma marca Plus Size criada de filho para mãe

Nascida no ano de 2016, de um coração apaixonado pelo empreendedorismo de impacto e com uma forte influência, baseada nas barreiras enfrentadas pela mãe para encontrar roupas plus size, Felipe Lontra, especialista em Marketing e Branding e fundador da Naiáh, se inspirou na história de vida de diversas mulheres pelo Brasil, (consideradas fora dos padrões de beleza da sociedade) e, quebrando alguns paradigmas com sua marca que exibe peças com estampas coloridas, cores fortes, justas e sem mangas longas, eleva a auto estima das mulheres gordas, que acreditaram por muitos anos que esse adjetivo é negativo, o preto era a cor mais adequada, o largo disfarçava as curvas e o braço de fora era apenas para mulheres magras.

A Naiáh surgiu de uma lenda tupi guarani da princesa Anahí, que conta a história de uma mulher índia, corajosa, que não era considerada bela aos olhos dos homens índios, mas tinha um diferencial: a mais bela voz de toda a região. A princesa cantava cantigas de guerra para proteger e fazer o seu povo lutar bravamente contra os homens brancos que se aproximavam. Os Europeus, opressores daquela época, impressionados com o poder que havia em sua voz, a chamaram de bruxa e a capturaram. Ao prendê-la em uma árvore, atearam fogo em seu corpo e a viram morrer gritando para que o seu povo não desistisse de seus ideais. Ao fim das chamas, a tribo se surpreendeu ao ver a linda flor que havia nascido das cinzas da princesa, chamada Flor de Anahí (Naiah).

O conto, trazido pela Naiah para os dias atuais, desperta na mulher, considerada diferente dos padrões de beleza da sociedade, a coragem e a força de uma guerreira, que não se intimida e se aceita como é: linda, independente do tamanho do seu manequim. Uma marca de atitude que veste mulheres do 46 ao 60, acredita no empoderamento e na auto estima feminina e luta para tirar a conotação negativa da palavra gorda, lançando suas coleções para reafirmar a beleza que existe dentro e fora de cada uma dessas mulheres guerreiras.