Os loucos geram mais resultados

“Os loucos geram mais resultados”: executivos, autores da obra, avaliam o controverso perfil no mundo corporativo

Em mais de 35 anos à frente da área de Recursos Humanos de importantes companhias nacionais e multinacionais, e com passagem pelo Grupo Trend Operadora, o Coach e Consultor de Gestão, Sergio Lopes, se lança em um novo desafio e apresenta, em parceria com o empresário Luis Paulo Luppa, que atualmente é diretor da Trend Operadora, grupo pertencente à CVC, uma obra que destrincha por completo um dos perfis mais controversos do universo corporativo: “o louco”. Diferentemente do significado apresentado nos dicionários, o louco visto da perspectiva dos autores é um profissional inconformado, curioso, que está sempre um passo adiante de seus concorrentes, realiza entrega além do esperado e, ao final, gera mais resultados.

Ao longo da história, o colaborador que apresentasse um perfil mais arrojado, corria o risco de ser certamente era rejeitado durante os rigorosos processos seletivos conduzidos pelo RH. “Com o passar dos anos e o surgimento de uma sociedade cada vez mais conectada, engajada em causas distintas e com poder de escolha cada vez maior, as empresas partiram em busca de novos perfis de colaboradores, que fossem capazes de entender e atender às necessidades deste novo público formado por diferentes gerações e na velocidade ideal. E, neste novo cenário, entra o nosso ser louco, trazendo comportamentos e resultados surpreendentes”, explica Sergio Lopes.

Os loucos geram mais resultados é um convite à reflexão de forma leve e provocativa, com conteúdo impactante e que apresenta cases que permitem aos leitores realizarem uma autoanálise sobre suas vidas pessoal e profissional. “A princípio, a nossa ideia era escrever um livro para os profissionais de RH, para incentivá-los a contratar e desenvolver mais loucos. Idealizamos, também, que fosse uma obra voltada aos líderes e executivos, para que tenham mais pessoas com as características do louco em suas equipes. No entanto, entendemos que o material é muito amplo e que serviria para todos que se acham loucos ou gostariam de explorar e descobrir como desenvolver esse perfil”, destaca Lopes.

Cada vez mais pretendidos pelas corporações, os loucos não são profissionais fáceis de serem encontrados. “O louco é diferente e, por isso, exige um tratamento especial. Para quem deseja desenvolver essa qualidade, é importante fazer um exercício de autoconhecimento sobre suas características e comportamentos, e isso requer muita disciplina, perseverança e tempo. O feedback constante é uma importante ferramenta da liderança para aumentar o engajamento e a proposição contínua de novos desafios é o combustível ideal para esses profissionais. O louco não pode ser tratado na estabilidade”, reforça o Sergio.

Ao passo em que as organizações estão cada vez mais adeptas à contratação desse perfil, vale destacar que os loucos não se adaptam à cultura presa ao tradicional, às velhas estruturas hierarquizadas e lideranças de estilo “comando e controle”. “O louco tem mentalidade de crescimento e enxerga nos obstáculos novas oportunidades, porém, isso pode não funcionar em um ambiente de trabalho desenhado com muita padronização, excesso de regras e com políticas autoritárias. As regras devem existir, mas quanto mais severas as condições, menores as chances de sucesso do profissional com esse perfil”, salienta.

Mais importante do que identificar um louco é saber como liderar gerir essa pessoa. São muitos os exemplos de personalidades mundiais que se destacaram em suas atividades apresentando comportamentos incomuns em relação aos seus pares. Nas diversas atividades da vida, quem tem esse perfil na música, por exemplo, é o Tim Maia e o Freddie Mercury e, no esporte, Romário e Maradona. Ou seja, por si só, o louco é um vencedor em potencial, mas a aplicação de uma gestão adequada pode fazer com que sua carreira atinja níveis ainda mais significativos.

Saber como liderar um louco é fundamental para o desenvolvimento saudável de sua vida profissional, o que acarretará na superação das metas estabelecidas pela organização. “Os loucos surpreendem, mas para que isso aconteça, o cenário deve ser favorável. Antes de tudo, é necessário que tenham um propósito e apresentem as competências necessárias para que possam chegar aos resultados almejados. O perfil arrojado e competitivo não anula a necessidade de uma boa gestão, de uma liderança capaz de dar novos desafios e, ao mesmo tempo, mantê-lo unido à equipe. E quando o assunto é sucesso profissional, posso garantir que os loucos geram mais resultados”, destaca Sergio Lopes.