Pacto de Enfrentamento à Violência na Parada LGBT acontece em Parintins

Em iniciativa para realizar ações de enfrentamento à violência contra a população de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT), o Governo do Amazonas, através da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) e o Ministério dos Direitos Humanos vão efetivar no município Parintins, localizado a 369 quilômetros de Manaus, compromisso para formalizar adesão do Amazonas ao Pacto Nacional de combate à LGBTfobia.

O ato será durante a Parada LGBT, que ocorre nesta quarta-feira (27/06), às 18h, na Praça Digital, localizada na orla da cidade. A secretária da Sejusc, Eliane Ferreira vai assinar o documento que terá vigência de dois anos a partir da data de assinatura.

A agenda faz parte da ação que iniciou no último dia 26 e vai até 30 de julho, de enfrentamento à violência e violação de direitos no município de Parintins, direcionada a crianças, adolescentes, mulheres e comunidade homossexual.

Pontos como a melhoraria no atendimento à população LGBT nos equipamentos públicos, elaboração de um plano de ação de combate à violência, programas permanentes de combate à discriminação e ao preconceito, criação de conselhos estadual e municipais, apoio as ações da sociedade civil organizada, entre outras providências formatam o documento. “O objetivo do Governo do Amazonas é garantir a cidadania plena e os Direitos Humanos de pessoas LGBT e isso se fortalece com o Pacto. A cada ano a violência contra esse público, seja fisica, moral ou psicológica, aumenta e o preconceito ainda é a motivação principal dos criminosos”, destaca Eliane, que também lembra que no ano passado 445 pessoas LGBT foram vitimas fatais de atitudes homofóbicas, segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB) que monitora anualmente esses crimes há 38 anos. O Amazonas contribuiu negativamente, com 18 casos para a estatística.

De janeiro a junho deste ano, 200 mortes de pessoas LGBT foram registradas pelo GGB, sendo que nove foram no Amazonas, dado que coloca o Estado em 5º lugar no “ranking” de assassinatos no Brasil. Em 1º lugar está São Paulo, com 24 assassinatos.

FOTO: ALFREDO FERNANDES