PDT confirma Ciro Gomes como candidato à presidência

(Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil)

O PDT confirmou, nesta sexta-feira (20), Ciro Gomes como candidato do partido à presidência da República. O anúncio foi feito durante a convenção nacional do partido em Brasília e o nome de Ciro foi eleito por aclamação dos filiados da legenda durante o evento.

Ciro anunciou que sua primeira e mais urgente tarefa, caso seja eleito, é gerar empregos em todo o país. O candidato do PDT à presidência também defendeu que é necessário combater com dureza a corrupção. Ciro também revelou alguns planos para a área de segurança em seu discurso.

“Coordenar os esforços dos estados para conter o crime, direcionar as polícias federais para o combate às organizações criminosas violentas, controlar o tráfico de armas e drogas, criar uma polícia de fronteiras, hoje completamente abandonadas, e organizar os esforços da repressão e prevenção ao homicídio”.

Na área da saúde, Ciro criticou a demora para a realização de consultas e exames no SUS e falou que é preciso reorganizar o sistema de saúde brasileiro.

“É necessário investir a rede de atendimento, nas campanhas de prevenção e de vacinação, na formação de médicos, na melhoria dos sistemas de informação, supervisão, avaliação, controle e coordenação entre as diversas esferas de atendimento. O nosso povo não sabe a quem reclamar porque parte da saúde é município, parte é estado, parte é União”.

Ciro irá disputar a Presidência pela terceira vez. Em 1998 obteve pouco mais de 10% dos votos e cerca de 11% em 2002. Advogado, Ciro é ex-governador do Ceará e ex-prefeito de Fortaleza. Foi ministro da Fazenda entre setembro de 1994 e janeiro de 1995, durante o fim do governo de Itamar Franco e início do governo de Fernando Henrique Cardoso e ministro da Integração Nacional entre janeiro de 2003 e março de 2006, durante o primeiro mandato de Lula.

Atual vice-presidente do PDT, o partido é o sétimo de Ciro ao longo de sua trajetória política. Ele também já foi filiado ao PDS, PMDB, atual MDB, PSDB, PPS, PSB E PROS.

Reportagem, Paulo Henrique Gomes