Polícia Civil prende madrasta que torturava enteada

A Polícia Civil do Amazonas, por meio da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), cumpriu na manhã de hoje (27), mandado de prisão contra a manicure I.S.M., 28, pelo crime de tortura cometido contra a sua enteada de 5 anos de idade. A madrasta foi presa por volta das 11h, em via pública, no bairro São José, na Zona Leste de Manaus.

No último dia 20 de novembro, a madrasta da menina e o companheiro, um industriário de 26 anos e pai da criança, foram apresentados pela polícia militar à Especializada, porque a menina foi internada no Hospital “Joãozinho”, na Zona Leste, com aparentes sinais de maus tratos.

As agressões teriam acontecido na residência do casal, na invasão Nova Conquista, bairro Tancredo Neves, onde a criança foi deixada pelo avô materno, pois ficaria impossibilitado de tomar conta dela por alguns dias. Ele só retornou para buscar menina dois meses depois e notou que ela estava muito debilitada e machucada, então, acionou o Conselho Tutelar, em seguida ele levou a neta ao hospital onde ficou internada.

Na época, o casal tentou justificar que a menina estava magra porque não digeria os alimentos que comia, e que uma fratura visível no braço da criança, teria sido ocasionada por quedas que ela sofreu. Porém, após investigações, na última segunda-feira, dia 24, a madrasta da menina foi indiciada no crime de tortura. Ela confessou que agredia a enteada e que a fratura no braço dela poderia ter sido em decorrência das agressões.

Diante das provas colhidas, a Titular da DEPCA, Delegada Linda Gláucia, representou à Justiça o pedido de prisão preventiva, que foi expedido ontem (26) pelo juiz Henrique Veiga, e cumprido imediatamente.

De acordo com a Delegada Linda Gláucia, o pai informou que teria visto a madrasta apenas corrigindo a criança com palmadas, mas que não observou as lesões no corpo da menina. “A criança contou que a madrasta a agredia com chutes na barriga, nos pés, e batia a cabeça dela contra a parede. Ela também falou que era obrigada a comer as folhas de uma planta que causa coceira que era passada nas feridas do corpo dela”, destacou a autoridade policial.

A madrasta foi indiciada por crimes de tortura e maus tratos qualificado, e após os procedimentos legais necessários, será recolhida ao Centro de Detenção Provisório Feminino, onde aguardará decisão da Justiça. O pai também foi indiciado por tortura, porém, responderá ao crime em liberdade. A menina continua hospitalizada e sem previsão de alta, e deverá ser acolhida em uma instituição de apoio.